Revista Fitos
Embora a região amazônica possua uma rica biodiversidade, é pequeno o número de fitoterápicosderivados de plantas medicinais nativas, conforme indicam análises junto a bases de dados e à literaturacorrespondente. Esse artigo teve como objetivo apresentar os resultados de levantamento realizado juntoa pesquisadores, gestores, empresários e técnicos de diferentes organizações amazônicas, considerandoações, políticas e condições de mercado que incentivam ou limitam o uso de plantas medicinais e odesenvolvimento da produção de fitoterápicos na região - com foco em duas espécies, o guaraná e aandiroba, dado o conhecimento tradicional, os estudos acadêmicos e a produção local dessas. A pesquisade campo deu-se por meio de entrevistas, sintetizado em 3 temáticas - cadeia produtiva, característicasdas duas espécies em foco e ambiente institucional. O estudo concluiu, entre outros, que guaraná eandiroba despertam ainda pouco interesse entre os entrevistados, que não há consenso sobre em qual ouquais fases da cadeia as lacunas são maiores, que há necessidade de reforçar a formação de recursos humanos em práticas agrícolas e manejo das plantas e que faltam políticas e estratégias efetivas paraalavancar parcerias entre universidades, instituições científicas e empresas.
DOI
10.32712/2446-4775.2025.1616
Autores
Palavras-chave
Identificação
Referências do artigo
1. Brasil. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Instrução Normativa Nº
4, de 18 de junho de 2014. Determina a publicação do Guia de orientação para registro de Medicamento
Fitoterápico e registro e notificação de Produto Tradicional Fitoterápico. Presidência da Agência. Brasília,
junho de 2014. p. 123 Disponível em: [https://www.gov.br/anvisa/ptbr/setorregulado/regularizacao/medicamentos/fitoterapicos-dinamizados-eespecificos/informes/fitoterapicos/in-04-2014.pdf].
2. Carvalho ACB, Lana TN, Perfeito JPS, Silveira D. The Brazilian market of herbal medicinal products and
the impacts of the new legislation on traditional medicines. J Ethnopharmacol. [online] 2018; 15(212): 29-
35. [acesso em: 27 mar. 2024]. Epub 2017. Disponível em: [https://doi.org/10.1016/j.jep.2017.09.040]
[https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28987598/].
3. Lepsch-Cunha N, Frickmann FSS. Potenciais fitoterápicos nas perspectivas da regulamentação e da
pesquisa e desenvolvimento no Brasil com enfoque em plantas medicinais amazônicas. Rev Fitos [online]
2024; 18(Suppl. 1): e1478. [acesso em: 8 abr. 2024]. Disponível em: [https://doi.org/10.32712/2446-
4775.2023.1478].
4. Saes MSM, Saes BM, Feitosa ERM, Poschen P, Val AL. Marcovitch J. When do supply chains strengthen
biological and cultural diversity? Methods and indicators for the socio-biodiversity bioeconomy.
Sustainability. [online] 2023; 15(10): 8053. [acesso em: 8 abr. 2024]. Disponível em:
[https://doi.org/10.3390/su15108053].
5. Hasenclever L. Diagnóstico dos desafios e oportunidades no mercado de Plantas Medicinais e
Fitoterápicos brasileiro [relatório de pesquisa]. Brasília, Rio de Janeiro: CGEE, UFRJ; 2009. p. 143.
6. Bayama J, Barata L. Diagnóstico das micro e pequenas empresas de produtos naturais da Amazônia.
Relatório Final. Programas Setoriais de Promoção da Competitividade Norte/Centro-Oeste. Belém. 2000, 21p.
7. Carvalho TPV. Mercado de Fitoterápicos e Fitocosméticos em Manaus (AM). 190 p. Manaus, 2015.
Dissertação de Mestrado [Programa de Pós-Graduação em Geografia]. Universidade Federal do
Amazonas, UFAM, Manaus, 2015. [https://tede.ufam.edu.br/handle/tede/4636].
8. Villas Bôas GK, Santos JPC, Rezende MA (orgs). Política Nacional de Plantas Medicinais e
Fitoterápicos Revisitada. Webnário. [online] 2023. Rio de Janeiro: Centro de Inovação em Biodiversidade
e Saúde (CIBS). 60p. e-ISBN 978-65-980644-0-2. Disponível em: [https://www.far.fiocruz.br/wpcontent/uploads/2023/08/20230629-PNPMF-Revisitada-RedesFito.pdf].
9. Brasil. Ministério da Saúde. Política nacional de plantas medicinais e fitoterápicos. Brasília:
Departamento de Assistência Farmacêutica. Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.
2006. 60 p. (Série B. Textos Básicos de Saúde). ISBN 85-334-1092-1.
10. Bonacelli MBM, Lepsch-Cunha NM, Porto JIR. Projeto “Prospecção e Priorização TécnicoProdutivas para a Integração da Cadeia de Fitoterápicos Amazônicos - PROFitos BioAM”, 2024.
Disponível em: [https://www.ige.unicamp.br/profitos]. [https://doi.org/10.25824/redu/WJWUIK].
11. Atroch AL, Nascimento-Filho FJ. Guaraná - Paullinia cupana Kunth var. sorbilis (Mart.) Ducke. Exotic
Fruits Reference Guide. [online] 2018; 24: 225-236. [acesso em: 8 abr. 2024] Disponível em:
[https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/B9780128031384000290].
12. Marques LLM, Ferreira EDF, Paula, MN, Klein T, Mello JCP. Paullinia cupana: a multipurpose plant – a
review. Rev Bras Farmacogn [online]. 2019; 29 (1): 77-110. [acesso em: 11 abr. 2024] Disponível em:
[https://doi.org/10.1016/j.bjp.2018.08.007].
13. Torres EAFS, Pinaffi-Langley ACC, Figueira MS, Cordeiro KS, Negrão LD, Soares MJ et al. Effects of
the consumption of guaraná on human health: a narrative review. Compr Rev Food Sci Food Safety.
[online] 2022; 21(1): 272-95. [acesso em: 9 nov. 2023]. Disponível em: [https://doi.org/10.1111/1541-
4337.12862] [https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34755935/].
14. Dias KKB, Cardoso AL, Costa AAF, Passos MF, Costa CEF, Rocha Filho GN et al. Biological activities
from andiroba (Carapa guianensis Aublet.) and its biotechnological applications: A systematic review.
Arabian J Chem [online]. 2023; 16(4): 104629. [acesso em: 12 dez. 2023]. Disponível em:
[https://doi.org/10.1016/j.arabjc.2023.104629].
15. Luz TRSA, Leite JAC, Azevedo SAB, Diniz JS, Mesquita LSS, Mesquita JWC et al. Phytochemical profile
and antioxidant potential of Carapa guianensis Aubl. (Meliaceae) Leaves. Observ Econom
Latinoamericana [online]. 2024; 22 (3): e3678. [acesso em: 12 ago. 2024]. Disponível em:
[https://doi.org/10.55905/oelv22n3-074].
16. Reis AS, Santos AS. Relevances of ethnobotanical, chemical and biotechnological aspects of andiroba
(Carapa spp.) as a source of applications in strategic sectors: Review. Rev Gest Soc Ambient. [online]
2024; 18(2): 1-15. e03660. [acesso em: 12 ago. 2024]. Disponível em:
[https://rgsa.openaccesspublications.org/rgsa/article/view/3660].
17. Macuacua X, Pereira HS. Análise espacial da produção orgânica com potencial para o mercado
de fitoterápicos no estado do Amazonas. In: Anais do IX Simpósio Nacional de Ciência, Tecnologia e
Sociedade da Universidade de São Carlos – IX ESOCITE.BR. [online]. 2022; 9: 284-292. [acesso em: 12
out. 2023]. São Carlos-SP: UFSCar. Disponível em: [https://drive.google.com/file/d/1Kf3RbxjB56EUziARVglOH9eNXzJ1YKf/view]
18. Brasil. Ministério da Saúde. Portaria MS/GM nº 886, de 20 de abril de 2010. Institui a Farmácia Viva no
âmbito do SUS. [online] Brasília. [acesso em: 20 abr. 2024]. Disponível em:
[https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/gm/2010/prt0886_20_04_2010.html].
19. Miranda EM, Sousa JÁ, Pereira RCA. Caracterização e Avaliação de Populações Nativas de Unha-deGato [Uncaria tomentosa (Willd.) D.C. e U. guianensis (Aubl.) Gmel.] no Vale do Rio Juruá-AC. Rev Bras
Pl Med. [online]. Botucatu. 2003; 5(2): 41-46. [acesso em: 12 out. 2023].
[https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/502629].
20. Mascarim ALC. Interferências do ambiente Institucional nas estruturas de governança de cadeias
do agronegócio. 221 p. São Paulo. 2019. Tese de Doutorado. [Programa de Pós-Graduação em
Administração de Organizações] - Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade e Universidade
de São Paulo, USP, Ribeirão Preto, SP. 2019. [https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/96/96132/tde05112019-114831/publico/AnaLuizaCMCunha_Corrigida.pdf].
21. Mattos G, Camargo A, Souza CA, Zeni ALB. Plantas medicinais e fitoterápicos na Atenção Primária em
Saúde: percepção dos profissionais. Ciênc Saúde Colet. [online] 2018; 23(11): 3735-3744. [acesso em: 12
out. 2023]. Disponível em: [https://doi.org/10.1590/1413-812320182311.23572016].
22. Willerding AL, Silva LRD, Silva RPD, Assis G, Paula EVCMD. Estratégias para o desenvolvimento da
bioeconomia no estado do Amazonas. Est Avanç. [online] 2020; 34: 145-166. [acesso em: 12 out. 2023].
Disponível em: [https://doi.org/10.1590/s0103-4014.2020.3498.010].
23. Simonetti PAC, Pereira SA. Biomoléculas da Amazônia: Mapeando potenciais para inovação
farmacêutica. Manaus (AM): Edua, 2021. ISBN: 978-65-5839-037-4.
24. Oliveira ACD, Nogueira M. A Propriedade Intelectual dos Medicamentos Fitoterápicos com base nos
Níveis de Maturidade Tecnológica e Normas Regulatórias. Rev Fitos. Rio de Janeiro. [online] 2024; (Supl
1): e1516. [acesso em: 12 out. 2023] Disponível em: [https://doi.org/10.32712/2446-4775.2024.1516].
25. Lepsch-Cunha N, Muraro V, Nascimento HEM, Mazoni A, Nunez CV, Bonacelli MBM. Technicalscientific production and knowledge networks about medicinal plants and herbal medicines in the Amazon
Front. Res Metr Anal [online]. 2024; 9: 1396472. [acesso em: 12 ago. 2024]. Disponível em:
[https://doi.org/10.3389/frma.2024.1396472].
Página da publicação
Publicado por (Instituto)