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Análise do perfil das notificações de farmacovigilância do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes

Visa em Debate
Introdução: O ambiente hospitalar exige atenção ao uso seguro de medicamentos devido à complexidade terapêutica e ao perfil clínico dos pacientes, sendo a farmacovigilância essencial para a detecção e prevenção de eventos adversos. A notificação espontânea é uma das principais ferramentas utilizadas, sendo operacionalizada em hospitais da rede Ebserh por meio do Vigihosp, sistema interno de registro e monitoramento de eventos adversos. Objetivo: Analisar o perfil das notificações de farmacovigilância de um hospital universitário em Alagoas, integrante da Rede Sentinela, entre 2021 e 2024. Método: Estudo retrospectivo, descritivo e quantitativo, realizado no Serviço de Farmacovigilância do Hospital Universitário Professor Alberto Antunes. Foram avaliadas variáveis como tipo e assunto da notificação, erro de administração, reação adversa e classificação Anatômica Terapêutica Química (ATC) dos medicamentos. Resultados: Foram registradas 288 notificações, sendo 213 analisadas após exclusões. As notificações foram mais frequentes em 2023 (n = 80; 37,5%) e 2024 (n = 50; 23,4%), com destaque para a equipe de farmacêuticos (n = 84; 39,4%) como principal notificador. Medicamentos das classes ATC B (n = 79; 41,3%), J (n = 22; 11,5%) e L (n = 22; 11,5%) foram os mais notificados. Queixas técnicas predominaram (n = 110; 57,6%), especialmente no grupo B (n = 67; 84,8%). As RAMs foram mais frequentes no grupo J (n = 9; 40,9%). Conclusões: Os achados evidenciam fragilidades no processo de notificação, com predomínio de eventos relacionados à qualidade de produtos. Esses resultados reforçam a necessidade de qualificar o sistema de farmacovigilância, ampliar o envolvimento multiprofissional e aprimorar a utilização dos dados para a tomada de decisão.
DOI
10.22239/2317-269X.02464
Referências do artigo
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