A última edição de 2025 de Cadernos de Saúde Pública está disponível na íntegra no site da revista. No último Editorial do ano, as Editoras-chefe fazem um balanço de 2025 e apresentam as principais mudanças que irão orientar o periódico a partir de 2026. “CSP tem se mostrado um periódico atento a seu tempo, com um corpo editorial capaz de reconhecer as alterações necessárias, repensar suas práticas, abrir novas frentes e, quando preciso, redefinir seus caminhos”, destacam. Entre as novidades, a revista passará a adotar a publicação contínua em volume único anual, alinhada às tendências internacionais e com potencial de reduzir o tempo entre a aprovação e a divulgação dos manuscritos.
A Revisão evidencia que a transfobia, a exclusão familiar, as barreiras no mercado de trabalho, a violência de gênero e a ausência de moradia segura agravam o acesso limitado a alimentos. Além dos impactos físicos e mentais, o estudo aponta que a alimentação frequentemente se restringe a opções ultraprocessadas e de baixo custo, destacando o papel fundamental das redes de apoio e das estratégias de resiliência individual e comunitária para mitigar esses efeitos.
O artigo Processo saúde-doença entre mulheres agricultoras na Amazônia Central: vulnerabilidades no trabalho e no ambiente investiga como o trabalho, o ambiente e as condições sociais moldam a saúde de mulheres agricultoras em comunidades tradicionais da Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Negro. Os resultados revelam uma realidade complexa, na qual o trabalho agrícola fortalece a autonomia, a dignidade e o bem-estar das mulheres, mas também as expõe a riscos físicos e a contextos de vulnerabilidade associados a conflitos territoriais, degradação ambiental e grandes projetos de infraestrutura.
Em Avaliação da implementação de uma estratégia nacional intersetorial de prevenção à obesidade infantil no Brasil, o estudo analisa a implementação do PROTEJA, estratégia intersetorial voltada à prevenção e atenção à obesidade infantil, à luz da ciência da implementação. Com base em entrevistas com 35 responsáveis técnicos de todas as macrorregiões do país, a pesquisa identificou como facilitadores a governança intersetorial, o apoio técnico à gestão, o planejamento participativo e a adaptabilidade às realidades locais.
Outro destaque é Fatores sociodemográficos e domínios da atividade física associados ao comportamento sedentário em idosos: evidências de um estudo de base populacional, que avalia a prevalência e os determinantes do comportamento sedentário entre idosos residentes no município de São Paulo. Com dados do Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA-Capital), envolvendo 1.010 indivíduos com 60 anos ou mais, o estudo mostra que 43,7% relataram permanecer sentados por mais de quatro horas por dia. As análises indicam maior probabilidade de comportamento sedentário entre pessoas com 80 anos ou mais, homens, indivíduos com maior escolaridade e aqueles que se autodeclararam indígenas ou de outras categorias raciais.
O fascículo de dezembro de Cadernos de Saúde Pública conta ainda com artigos sobre. Acesse a edição na íntegra aqui.