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Brasil
Acesso à Informação

8 leituras atuais e diversas sobre mulheres, ciência e saúde

08/03/2020

Portal de Periódicos Fiocruz apresenta artigos publicados pelas setes revistas científicas e um livro da Editora Fiocruz. A seleção marca o Dia Internacional da Mulher (8/3) e o mês de ativismo em torno das questões de gênero

Por Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz)


Ainda são muitos os desafios para garantir a igualdade de gênero. No Dia Internacional da Mulher (8/3) e marcando o mês de ativismo em torno de questões femininas, o Portal de Periódicos Fiocruz apresenta um especial sobre gênero, ciência e saúde. A seleção é composta por sete artigos atuais e de temáticas variadas — selecionados em cada uma das revistas científicas publicada na Fundação Oswaldo Cruz. Contempla, ainda, um livro da Editora Fiocruz. Afinal, conhecimento empodera! Então, acesse, explore essa diversidade de saberes e compartilhe. 


Cadernos de Saúde Pública (vol. 34, n. 8, ago/2018)

Gestores de saúde e o enfrentamento da violência de gênero contra as mulheres: as políticas públicas e sua implementação em São Paulo, Brasil
Trata-se de um estudo das políticas de enfrentamento da violência contra as mulheres na cidade de São Paulo. Foram entrevistados 32 gestores que atuavam em diferentes níveis da Secretaria Municipal da Saúde, dentre eles alguns formuladores das políticas nos cenários estadual e nacional. A pesquisa busca mapear as políticas públicas e as propostas de organização institucional de uma rede de atenção integral, conhecer suas implementações nos serviços, com destaque para o setor de saúde. No estudo, é trabalhada a relação da prática da gestão com o enunciado nas políticas públicas, o peso dos valores e da perspectiva pessoal dos gestores e o peso do discurso socialmente dominante nas tomadas de decisão para a implementação destas políticas.

História, Ciências, Saúde – Manguinhos (vol. 25, n .4, out-dez/ 2018)

Gênero, história e medicalização do parto: a exposição “Mulheres e práticas de saúde”
Com a institucionalização da medicina no parto ocorre um deslocamento de gênero. No final do século XIX, ao mesmo tempo que as parteiras sofrem a marginalização e desqualificação de seu ofício, as mulheres lutam para conquistar acesso ao ensino superior nos cursos de medicina. Ainda na primeira metade do século XX, a escassez de mulheres nas faculdades de medicina é grande, assim como é relevante a atuação das parteiras, inclusive em contextos hospitalares. Parte dessa história está materializada na exposição “Mulheres e práticas de saúde”, do Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. O artigo destaca a valorização desses saberes e práticas no Brasil junto à população por meio da educação não formal em museus.

Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 114, sup. 1, 2019)

Methylation of p16 ink4a promoter is independent of human papillomavirus DNA physical state: a comparison between cervical pre-neoplastic and neoplastic samples
O artigo trata de mecanismos relacionados ao desenvolvimento do câncer. A hipótese dos pesquisadores é que a metilação da p16 ink4a poderia ter um papel no desenvolvimento do câncer impulsionado pelo HPV16, principalmente na presença de genes E1 / E2 intactos. O objetivo do trabalho é avaliar o status da metilação da p16 ink4a e a integridade do HPV16 E1 / E2 em amostras em diferentes estágios de doenças cervicais. Entre as principais conclusões apontadas pelos autores está o aumento na metilação do promotor p16 ink4a de lesões pré-neoplásicas para câncer. Além disso, os pesquisadores comentam que a alta frequência de interrupções E1 / E2 no LSIL / HSIL sugeriu que a integração do DNA viral foi um evento precoce na doença cervical. E, ainda, que o status de metilação era aparentemente independente da integridade do HPV16.

Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (vol. 13, n. 3, jul.-set/2019)

Sob o risco de estresse: as consequências da emancipação feminina na revista Veja (2000 - 2018)
As construções discursivas do estresse feminino são examinadas neste artigo. Os autores fazem uma análise discursiva da revista Veja de 2000 a 2018, a fim de observar como o semanário trata as consequências da chamada ‘emancipação feminina’ em termos de estresse. São analisadas duas vertentes principais: (1) a relação entre estresse, hormônios e TPM; (2) o estresse como consequência da ‘tripla jornada’ (o acúmulo dos papéis de profissional, esposa e mãe). Segundo os pesquisadores, estes discursos sobre o estresse feminino colaboram para reassegurar que certas fontes de tensão e a forma de lidar com elas, sejam moralmente e fisiologicamente concernentes às mulheres.

Revista Fitos (vol. 10, n.  4, maio/2017)

O conhecimento tradicional sobre plantas medicinais no âmbito da saúde da mulher: uma perspectiva no contexto do Produto Tradicional Fitoterápico
Substâncias derivadas de plantas tem notório destaque no mundo como agentes terapêuticos. Neste contexto a mulher ganha um importante papel como detentora e difusora dos conhecimentos tradicionais relacionados às plantas. A autora Ana Paula Cipriano de Oliveira faz uma revisão sistemática, consultando 53 referências, e adotando 34 como relevantes para o trabalho. Seu objetivo é destacar a importância no conhecimento tradicional sobre as plantas medicinais para saúde mulher. Segundo a pesquisadora, são observados importantes avanços na área de regularização de fitoterápicos, como é o caso do Produto Tradicional Fitoterápico.

Trabalho, Educação e Saúde (vol. 16, n. 3, set-dez/2018)

Qualificação de profissionais da saúde para a atenção às mulheres em situação de violência sexual
Neste artigo, analisa-se a qualificação de profissionais da saúde para a atenção às mulheres em situação de violência sexual no Rio de Janeiro (RJ) e em Fortaleza (CE). O estudo qualitativo envolve 140 profissionais de diferentes categorias de 18 instituições de saúde nestas capitais. Em ambas as cidades, são observadas lacunas na formação dos profissionais, que decorrem da insuficiente abordagem do tema durante a graduação dos cursos da área da saúde — fragilidade reforçada também por lacunas em ações de capacitação. Para que haja um entendimento crítico sobre o fenômeno e sejam implementadas intervenções diferenciadas, há necessidade de incluir o tema na formação profissional, ampliar processos de capacitação e atualizar as equipes de saúde nos serviços.

Visa em Debate (vol. 7, n. 4, nov/2019)

Incidentes notificados no cuidado obstétrico de um hospital público e fatores associados
Qualidade e segurança na assistência materna e neonatal têm ocupado a agenda das políticas públicas brasileiras como estratégia para redução da morbimortalidade perinatal. O artigo analisa os incidentes relacionados ao cuidado obstétrico notificados em um hospital público especializado em atenção materna e infantil, entre 2015 e 2017, segundo o perfil das mulheres envolvidas e fatores associados aos eventos adversos graves. Foram notificados 114 incidentes, sendo que 104 ocorreram com pacientes e resultaram em danos leves (16,7%), moderados (32,5%) e graves (24,5%), com 4,8% de óbitos relacionados ao incidente. Eventos graves apresentaram maior chance de ocorrer no centro obstétrico e no período noturno.

Editora Fiocruz (ISBN: 978-85-7541-001-6. 2ª edição, revista e ampliada: 2009. 1ª edição: 2001) 

Uma Ciência da Diferença: sexo e gênero na medicina da mulher (245 páginas)
Escrito por Fabíola Rohden, doutora em Antropologia Social, é uma obra importante para os interessados nos estudos de gênero. A medicina é ponto de partida para discutir a dificuldade de se estabelecer diferenças sexuais. Evidencia-se a maneira com que os discursos médicos lidam com a diferença sexual, mas, ao mesmo tempo, admitem outros fatores, como: raça, sexualidade, classe social e influência cultural. A autora utiliza um episódio médico-policial dos arquivos da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro que contém acusações de desvirtuamento da conduta feminina e prática de aborto para ressaltar o comportamento feminino esperado pela classe médica e pela sociedade. Este livro mostra o caminho trilhado pela classe médica para criar padrões de comportamento que distinguissem os gêneros, além de acompanhar o surgimento da especialidade médica voltada para o gênero feminino: a ginecologia.

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