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Fitoterápicos na Rede Pública de Saúde (SUS) no Brasil: Um estudo toxicológico de Mikania glomerata em fetos de ratas Wistar

Sumário

Embora seja notável o avanço no uso popular de plantas com finalidade terapêutica, estudos são necessários para demonstrar seus potenciais tóxicos, já que grande parte dos usuários de fitoterápicos os considera inócuos. Durante a gestação, a maioria das alterações no feto é decorrente da exposição da mãe a agentes químicos, podendo ocorrer efeitos abortivos, teratogênicos e citotóxicos. A relevância deste trabalho se deve  a escassez de estudos sobre os efeitos tóxicos do extrato de Mikania glomerata, popularmente conhecida como guaco, durante o período gestacional. Foram estudadas ratas Wistar prenhes (normotensas e espontaneamente hipertensas) sob tratamento com extrato seco de M. glomerata (2mL) e avaliada a morfologia do fígado dos fetos. Todos os grupos apresentaram fetos vivos sem alterações macroscópicas, perda pré-implantação e reabsorção fetal normal. Não houve alterações anatômicas nos fígados, apenas presença de monócitos e linfócitos nas veias-centrolobulares. Conclui-se que o extrato, na concentração e formulação estudadas, não apresentou toxicidade aos fetos.

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