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Gender differences and psychotropic polypharmacy in psychiatric patients in Brazil: a cross-sectional analysis of the PESSOAS Project

Summary

Abstract: We aimed to estimate the prevalence and correlates of psychotropic polypharmacy in Brazilian psychiatric patients by gender. Sociodemographic, behavioral and clinical data were obtained through face-to-face interviews and medical charts of 2,475 patients. Psychotropic polypharmacy was defined as the use of two or more psychotropic drugs and occurred in 85.7% of men (95%CI: 83.6%-87.6%) and 84.9% of women (95%CI: 82.8%-86.8%; p > 0.05). The mean number of psychotropic drugs/patient was 2.98 ± 1.23 and most common combinations included antipsychotics. Multivariate analysis showed that for both genders, previous hospitalization, severe mental illness, multiple psychiatric diagnoses and an insufficient number of professionals in the health care unit was associated with psychotropic polypharmacy. However, other correlates such as inpatient care, use of non-psychotropic drugs, living in unstable conditions and current smoking vary among them. Psychotropic polypharmacy was a common practice in this national sample. The results highlighted the need for national guidelines to manage patients with mental illness, considering the difference among genders and disease severity, to reduce the burden of polyphamacy in this population.

Sumário

Resumo: Os autores tiveram como objetivo estimar a prevalência da polifarmácia psicotrópica e fatores associados entre pacientes psiquiátricos brasileiros, segundo o gênero. Foram obtidos dados sociodemográficos, comportamentais e clínicos por meio de entrevistas presenciais e prontuários médicos de 2.475 pacientes. A polifarmácia psicotrópica foi definida como o uso de dois ou mais medicamentos psicotrópicos, e foi constatada em 85,7% dos homens (IC95%: 83,6%-87,6%) e 84,9% das mulheres (IC95%: 82,8%-86, 8%; p > 0,05). A média de medicamentos psicotrópicos por paciente foi 2,98 ± 1,23, e as combinações mais comuns incluíam os antipsicóticos. A análise multivariada mostrou que, para ambos os gêneros, internação hospitalar prévia, doença psiquiátrica grave, múltiplos diagnósticos psiquiátricos e número insuficiente de profissionais na unidade de saúde foram associados à polifarmácia psicotrópica. Entretanto, fatores como cuidados hospitalares, uso de drogas não-psicotrópicas, condições de vida instáveis e tabagismo atual variaram de acordo com o gênero. A polifarmácia psicotrópica foi uma prática comum nessa amostra nacional. Os resultados evidenciam a necessidade de diretrizes nacionais para o manejo de pacientes com transtornos mentais, considerando a diferença entre gêneros e a gravidade da doença, para reduzir a carga da polifarmácia nessa população de pacientes.

Resumen

Resumen: El objetivo de los autores fue estimar la prevalencia de la polifarmacia psicotrópica y factores asociados entre pacientes psiquiátricos brasileños, según con el género. Se obtuvieron datos sociodemográficos, comportamentales y clínicos, a través de entrevistas presenciales y registros médicos de 2.475 pacientes. La polifarmacia psicotrópica se definió como el uso de dos o más medicamentos psicotrópicos, y fue constatada en un 85,7% de los hombres (IC95%: 83,6%-87,6%) y en un 84,9% de las mujeres (IC95%: 82,8%-86,8%; p > 0,05). La media de medicamentos psicotrópicos por paciente fue de 2,98 ± 1,23, y las combinaciones más comunes incluían los antipsicóticos. El análisis multivariado mostró que, para ambos géneros, el internamiento hospitalario previo, enfermedad psiquiátrica grave, múltiples diagnósticos psiquiátricos, y número insuficiente de profesionales en la unidad de salud, estuvieron asociados a la polifarmacia psicotrópica. Asimismo, otros correlatos, tales como cuidados hospitalarios, uso de medicamentos no-psicotrópicos, condiciones de vida inestables y tabaquismo actual variaron de acuerdo con el género. La polifarmacia psicotrópica fue una práctica común en esa muestra nacional. Los resultados destacan la necesidad de directrices nacionales para cuidar de pacientes con trastornos mentales, considerando la diferencia entre géneros y la gravedad de la enfermedad, para reducir la carga de la polifarmacia en esa población de pacientes.

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