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Risco sanitário do mel no Brasil em relação a novas ameaças: resíduos e contaminantes químicos emergentes

Honey health risk in Brazil related to new threats: emerging chemical residues and contaminants

Summary

This narrative literature review deals with the honey, its context as a product of varied uses and with significant socio-economic relevance, aiming to describe some emerging chemical residues and contaminants and their aspects related to Health Surveillance. Honey is a substance that, beyond being used as food since the beginning of human civilization, also has therapeutic and pharmacothecnical applications. Brazil is among the major world producers and exporters of honey and this production play a relevant socio-economic role in the country. Like other products of animal origin, honey is subject to the presence of residues of substances used in the protection of swarms and contaminants from the environment. Despite the presence of substances in honey with potential impact on health is expected by health agencies, it is required to update as to which substances should or should not be monitored. This review lists examples of classes of substances that are not currently monitored, considered as “emerging” for not being regulated properly in Brazil and in many parts of the world. For the emerging contaminants covered here, scientific publications with national data are scarce or non-existent when it comes to honey, showing that new scientific knowledge production is needed in this area. It is recommended further study of the occurrence of quinolones, pyrrolizidine alkaloids, grayanotoxins and substances used in the production of polymers in honey in Brazil, so that health risks from the consumption of honey containing these substances are known and minimized or eliminated.

Sumário

Esta revisão de literatura narrativa trata do mel, sua contextualização como produto de variadas utilizações e com significativa relevância socioeconômica, tendo como objetivo descrever alguns resíduos e contaminantes químicos emergentes e seus aspectos relacionados à Vigilância Sanitária. O mel é uma substância que, além de ser utilizada como alimento desde o início da civilização humana, possui aplicações terapêuticas e farmacotécnicas. O Brasil está entre os grandes produtores e exportadores mundiais de mel, cuja produção tem relevante papel socioeconômico no país. Como outros produtos de origem animal, o mel está sujeito à presença de resíduos de substâncias utilizadas na proteção dos enxames e de contaminantes provenientes do meio ambiente. Apesar da presença de substâncias no mel com potencial impacto na saúde ser esperada pelas agências sanitárias, é necessária a atualização quanto a quais substâncias devem ou não ser monitoradas. Essa revisão relaciona exemplos de classes de substâncias que atualmente não são monitoradas, tidas como “emergentes” por ainda não serem regulamentadas adequadamente no Brasil e em diversas partes do mundo. Para os contaminantes emergentes aqui tratados, publicações científicas com dados nacionais são escassas ou inexistentes quando se trata de mel, demostrando que há necessidade de produção de conhecimento científico nessa área. Recomenda-se mais estudos acerca da ocorrência de quinolonas, alcaloides pirrolizidínicos, graianotoxinas e de substâncias utilizadas na produção de polímeros em mel no Brasil, para que riscos sanitários provenientes do consumo de mel contendo essas substâncias possam ser conhecidos e minimizados ou eliminados.

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