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Vírus da hepatite E é descrito por pesquisadores no Nordeste do Brasil

04/07/2019

Memórias do IOC destaca artigo assinado por pesquisadores da Fiocruz Pernambuco, de duas universidades brasileiras e uma universidade alemã

Por Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Pela primeira vez, um grupo de pesquisadores descreveu a presença do vírus da hepatite E (HEV) no Nordeste brasileiro. O artigo foi publicado nas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 114, mai/2019).

Quem assina a pesquisa é o Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco), junto à Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), à Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e ao Instituto de Saúde de Berlim, da Alemanha. A pesquisa contou com recursos do Governo de Pernambuco, do CNPq e do Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães.

Um total de 119 amostras fecais de suínos foram rastreadas e duas amostras foram identificadas como positivas. A importância deste achado se dá pela capacidade de transmissão zoonótica de HEV entre espécies de hospedeiros. Além disso, sua possível adaptação a novas espécies animais continua a ser uma importante questão para a saúde humana.

O vírus da hepatite E é emergente e está associado à doença hepática aguda - que tem ocasionado, por sua vez, milhares de mortes em todo o mundo. A transmissão ocorre por meio de água ou alimentos contaminados.

Embora o vírus já tenha sido relatado no Brasil, faltam informações epidemiológica e molecular sobre a variabilidade genética, taxonomia e evolução desse vírus. Segundo os autores do artigo, não está claro se a hepatite E é uma doença negligenciada no Brasil ou se apenas tem pouca relevância para a saúde pública.

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