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Uma agenda multidisciplinar de pesquisa para enfrentar os casos de suicídio

13/09/2016

Portal de Periódicos Fiocruz apresenta uma seleção de artigos, estudos, entrevista e outras informações de caráter científico sobre o tema

Por Portal de Periódicos Fiocruz*

Em setembro, o Castelo Mourisco ficará iluminado de amarelo
para alertar sobre o problema

 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) e a International Association for Suicide Prevention (Iaps) instituíram 10/9 como o Dia Mundial para Prevenção do Suicídio. No início deste mês, a OMS divulgou dados do primeiro Relatório Global para Prevenção do Suicídio, revelando que mais de 800 mil pessoas dão fim à própria vida todos os anos no mundo. Ainda de acordo com a OMS, o suicídio é um grande problema de saúde pública e cerca de 75% dos casos ocorrem em países de baixa e média renda. O Brasil é o 8º país, nas Américas, em número de suicídios.

A Fiocruz incluiu esta questão em sua agenda multidisciplinar de pesquisas, que são realizadas por especialistas de unidades como a Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) e o Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz). Os estudos abordam desde o suicídio entre idosos, adolescentes, indígenas e policiais até os relacionados às drogas, ao cyberbullying e às doenças incapacitantes, tais como Aids, esclerose múltipla, lúpus, hanseníase e câncer. A instituição durante o mês de setembro, entre outros eventos, vai promover palestras abordando os diversos aspectos do tema.

Nesta quarta-feira, 14/9, às 9h30, o coordenador do Grupo de Pesquisa de Prevenção ao Suicídio da Fiocruz, Carlos Estelita-Lins, vai proferir a palestra "Pensando o suicídio como desfecho: transtornos mentais comuns e espectro depressivo". O evento acontece no Auditório do Pavilhão de Ensino do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), no campus sede, no Rio de Janeiro. Psiquiatra e pesquisador, Estelita-Lins comenta a importância de abordar o suicídio em toda sua complexidade: "A instituição, seguindo outras iniciativas de prevenção e recomendações da OMS, entende que é preciso colocar a prevenção do suicídio na agenda de saúde mental da saúde pública brasileira, observando cuidados imprescindíveis como jornalismo responsável, arquitetura segura e transporte cidadão, por exemplo”.

Neste sentido, diversas iniciativas têm sido promovidas para enfrentar o problema, como o manual Prevenção do suicídio: um manual para profissionais da Saúde em Atenção Primária, publicado pela OMS, que aborda o tema de forma simples e acessível tanto para profissionais de saúde quanto para a população. A Organização também produziu os manuais para atendimento clínico e para a mídia, mostrando como se comportar em casos de suicídio. Além disso, o Ministério da Saúde brasileiro também tem produzido orientações para familiares de pessoas em risco e para profissionais, com ênfase nos profissionais de saúde mental.

Durante todo o mês de setembro o Castelo da Fiocruz ficará iluminado de amarelo. O objetivo é chamar a atenção para o suicídio que, apesar de ser responsável por 32 mortes por dia no Brasil, ainda é tratado como tabu pela sociedade. Para a Fiocruz, este é um problema de saúde pública e a estatística somente será reduzida com esclarecimento e prevenção. Como contribuição à reflexão e subsídio a novas pesquisas, o Portal de Periódicos Fiocruz traz uma seleção de artigos sobre o tema. Confira abaixo:


Condutas de risco à saúde e indicadores de estresse psicossocial em adolescentes estudantes do Ensino Médio

O objetivo deste artigo foi analisar a associação entre condutas de risco à saúde (tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas) e indicadores de estresse psicossocial em adolescentes estudantes do ensino médio. A pesquisa foi realizada com amostra constituída por 4.210 adolescentes estudantes de escolas públicas do Estado de Pernambuco, Brasil. O Global School-based Student Health Survey foi usado para coletar dados pessoais (demográficos e socioeconômicos) e comportamentais, e para obter medidas dos indicadores de estresse psicossocial (variáveis desfecho). Foram observadas prevalências de tristeza, sentimento de solidão, pensamento de suicídio, dificuldade para dormir devido à preocupação e planos de suicídio. Tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas e uso de drogas foi relatado, respectivamente, por 7,7%, 30,3% e 6,9%. As prevalências de indicadores de estresse psicossocial foram maiores entre as moças, e as prevalências de exposição a condutas de risco à saúde foram maiores entre os rapazes. Concluiu-se com o estudo que o uso de drogas está diretamente associado ao pensamento e plano de suicídio e, entre as moças, o consumo de bebidas alcoólicas foi um fator associado ao estresse psicossocial.


Cyberbullying and adolescent mental health: systematic review

A partir de notícias da Gazeta de Campinas (1871-1887), abordam-se visões correntes sobre atos suicidas entre cativos e pessoas livres, na província de São Paulo, assim como discutem-se os dados obtidos. Conclui-se que, sendo os atos suicidas manifestações humanas irredutíveis a um único tipo de explicação, não parece justificável que entre escravos eles sejam ainda tomados como auto-explicáveis por sua mísera condição. Ao indicar as situações em que se deram tais atos, espera-se desfazer explicações simplificadoras, como aquelas que referem os suicídios de escravos apenas e obviamente devidos aos 'desgostos do cativeiro'.
 

Deficiência e autodeterminação humana: compaixão e insensibilidade no caso Vincent Humbert

Discute a questão da autodeterminação de pessoas com deficiência, sem comprometimento das funções cognitivas. Traz como pano de fundo a história de Vincent Humbert, francês de 22 anos que ficou tetraplégico, cego e mudo após um acidente automobilístico. O sofrimento intenso do rapaz durou vários meses, resultando em insistente pedido de eutanásia aos médicos e à sua mãe. A morte de Humbert, após uma tentativa frustrada de eutanásia praticada pela mãe, reabre a polêmica em torno da eutanásia e do suicídio assistido. Partindo desse contexto, apresenta aspectos históricos da deficiência e analisa criticamente a autonomia e a eutanásia de Humbert.
 

Elena, o filme: narrativas sobre a experiência do suicídio

Elena viaja para Nova York com o mesmo sonho da mãe: ser atriz de cinema. Deixa para trás uma infância passada na clandestinidade dos anos de ditadura militar e deixa Petra, a irmã de 7 anos. Duas décadas mais tarde, Petra também se torna atriz e embarca para Nova York em busca de Elena. Tem apenas pistas: filmes caseiros, recortes de jornal, diários e cartas. A todo momento Petra espera encontrar Elena caminhando pelas ruas com uma blusa de seda. Pega o trem que Elena pegou, bate na porta de seus amigos, percorre seus caminhos e acaba descobrindo Elena em um lugar inesperado. Aos poucos, os traços das duas irmãs se confundem, já não se sabe quem é uma, quem é a outra. A mãe pressente. Petra decifra. Agora que finalmente encontrou Elena, Petra precisa deixá-la partir.
 

Entrevista com a socóloga Daniéle Linhart: penosidades no trabalho e suicídio

Socióloga, professora da Universidade Paris X – Nanterre e pesquisadora do Centro Nacional de Pesquisa Científica (Centre National de la Recherche Scientifique - CNRS), Danièle Linhart pesquisa sobre as transformações na organização e gestão do trabalho na empresa moderna. Ela foi a entrevistada do vol. 9, n. 1 da revista Trabalho, Educação e Saúde, em que apresenta parte dos resultados de uma pesquisa que coordenou para a Agence Nationale de Recherche (Agência Nacional de Pesquisa), entre 2007 e 2010, sobre a modernização das penosidades do trabalho. Nesta entrevista, concedida a Jussara Brito, pesquisadora da Ensp/Fiocruz, Lúcia Rotenberg, pesquisadora do IOC/Fiocruz, Mary Yale Neves, professora de psicologia da UFF, e Simone Oliveira, pesquisadora da Ensp/Fiocruz, Linhart trata ainda dos aspectos subjetivos presentes no mundo produtivo atual, assim como faz reflexões sobre os casos de suicídio ocorridos recentemente em empresas francesas.
 

Estudo compreensivo sobre suicídio de mulheres idosas de sete cidades brasileiras

Parte-se de uma pesquisa multicêntrica realizada no Brasil, em que se analisam 51 casos de suicídio de idosos (de 40 homens e 11 mulheres) mediante autópsias psicossociais. Aprofunda-se o estudo dos 11 casos relativos às mulheres. A interpretação dos dados empíricos se fundamenta em autores clássicos e em recente literatura nacional e internacional sobre o fenômeno. Motivos que levam as mulheres ao suicídio são, em parte, diferentes dos homens. Como eles, as mulheres morrem preferencialmente por enforcamento e frequentemente seu suicídio associa-se a doenças degenerativas e comorbidades. As diferenças principais se devem a questões culturais de gênero. Os resultados convergem em grande parte com a literatura e revelam que, no Brasil, os fatores principais associados ao suicídio feminino são: violência de gênero e intrafamiliar, sofrimento por perdas de pessoas referenciais e da função tradicional como esposa e mãe, e depressão. Recomenda-se maior atenção ao efeito cumulativo de agravos no envelhecimento das mulheres, sobretudo os vinculados às especificidades de gênero.
 

Epidemia de suicídio entre os guarani-kaiwá: indagando suas causas e avançando a hipótese do recuo impossível

O suicídio de seis jovens Guaraní-Kaiwá num período de duas semanas é por si só suficiente para preencher qualquer critério de epidemia. Em uma população de aproximadamente 7.500 indígenas, há informações de que foram registrados 52 suicídios de 1987 até agosto de 1991; a epidemia é mais dramática entre o subgrupo Kaiwá: 14 de seus membros suicidaram-se no ano de 1990, e uns tantos outros suicídios já ocorreram no 1º semestre de 1991. Predomina entre jovens de 12 a 20 anos de idade, atingindo igualmente rapazes e moças. Para explicar uma epidemia desse tipo, propõe-se a hipótese do recuo impossível, onde se verifica o esgotamento de qualquer possibilidade de recuar no espaço, diante da "civilização ocidental", e, simultaneamente, seus valores de dignidade humana são aviltados. Não há mais uma só opção de ir para uma floresta e foram virtualmente capturados pela cidade (a aldeia dos Kaiwá fica no perímetro urbano de Dourados), mas sem chances de qualquer inserção ocupacional - só restando-lhes alguma forma de prostituição. Em tal situação de desvalia extrema, a auto-imolação é a última forma de ainda sobreviver a sua cultura. Houve epidemias de suicídio em indígenas de outros países, mas esses encontravam-se também em limite de recuo e sem chances de inserção na civilização ocidental. No Brasil e no exterior, outras tribos indígenas foram urbanizadas, sem tragédias como a experimentada pelos Kaiwá, porque tiveram alguma inserção socialmente condigna.
 

Methodological proposal for studying suicide as a complex phenomenon

Neste artigo, as autoras apresentam uma proposta metodológica que estuda o suicídio e a tentativa de suicídio do ponto de vista sócio-antropológico, epidemiológico e psicossocial de forma articulada. Trata-se de um modelo de investigação complexo e interdisciplinar que examina simultaneamente aspectos individuais, sócio-econômicos, histórico-culturais e populacionais como poucos estudos atualmente têm feito. Como o presente estudo se apoiou numa realidade social concreta, foi feito um desenho metodológico para se compreender os efeitos de uma crise de reestruturação produtiva numa cidade monoindustrial de Minas Gerais, Brasil, e que esteve associada a um crescimento inusitado das taxas de suicídio. Por tratar-se de um espaço geográfico pequeno (cerca de 100 mil habitantes), o estudo nesta localidade revelou-se como um caso ideal. Desenharam-se diferentes estratégias para traçar o perfil epidemiológico local; técnica de autópsia psicossocial para elucidar casos de suicídio; exame psicossocial de danos para esclarecer tentativas; e análise do contexto sócio-cultural local. Os métodos aqui propostos, com limites e vantagens, revelaram-se ricos e esclarecedores das hipóteses traçadas neste estudo.
 

Mil vezes boa noite

Rebecca (Juliette Binoche) é uma das mais prestigiadas fotojornalistas de guerra no mundo, famosa por registrar imagens perigosas e assustadoras dos mais terríveis cenários, em um esforço de denunciar o custo real da guerra no contexto moderno. Mas ela também é a esposa e mãe que deixa para trás marido e duas filhas jovens cada vez que viaja para uma nova zona de combate. Depois de uma experiência de quase-morte durante o registro de um ritual de uma mulher-bomba, seu marido Marcus (Nikolaj Coster-Waldau) lança-lhe um ultimato: desistir da profissão perigosa ou perder a família com a qual ela pode contar sempre que retorna de cada viagem a trabalho. No entanto, Rebecca, convicta de que suas fotos podem fazer diferença, permanece com a sua determinação, o que dificulta que ela se afaste completamente de seu trabalho. Com uma oferta para fotografar um campo de refugiados no Quênia, um lugar supostamente tão seguro que sua filha Steph (Lauryn Canny) tem permissão para se juntar a ela, Rebecca fica cara a cara com o risco que corre cada vez que entra nas áreas de conflito.
 

O suicídio de escravos em São Paulo nas últimas duas décadas da escravidão

A partir de notícias da Gazeta de Campinas (1871-1887), abordam-se visões correntes sobre atos suicidas entre cativos e pessoas livres, na província de São Paulo, assim como discutem-se os dados obtidos. Conclui-se que, sendo os atos suicidas manifestações humanas irredutíveis a um único tipo de explicação, não parece justificável que entre escravos eles sejam ainda tomados como auto-explicáveis por sua mísera condição. Ao indicar as situações em que se deram tais atos, espera-se desfazer explicações simplificadoras, como aquelas que referem os suicídios de escravos apenas e obviamente devidos aos 'desgostos do cativeiro'.


O suicídio: reavaliando um clássico da literatura sociológica do século XIX

Na marca dos cem anos da publicação de O Suicídio, é realizada uma revisão detalhada dessa obra de Durkheim, clássico da literatura sociológica. Na primeira parte do artigo são considerados os motivos que teriam levado o autor a interessar-se pelo tema, dentro das preocupações que, desde o século XVIII, situaram a importância do estudo do suicídio. Em seguida, a obra é revisada de forma circunstanciada, considerando todos os seus capítulos. Esta parte é precedida por rápidas considerações sobre a colocação desse clássico no conjunto da produção do autor, até a data da sua publicação, 1897. Na terceira parte do artigo, são feitos os comentários sobre a obra, recorrendo-se aos principais autores que a estudaram. Sobressai, entre outros aspectos, a importância desse trabalho, que associa elaborada construção teórica aos dados empíricos, trabalhando dentro das possibilidades que as estatísticas morais ofereciam no final do século XIX. Salienta-se a perspectiva de Durkheim de tratar o impacto das macroestruturas sobre os fenômenos de nível micro. Revisa-se, também, a distribuição dos suicídios, atualizando-se algumas informações e as relações que se evidenciam entre, por exemplo, suicídios e grupos profissionais. Introduz-se, ainda, a crítica de autores que salientam a importância dos 'significados' na análise dos suicídios e algumas anotações sobre a relação suicídios/doença mental.
 

Risco de suicídio e comportamentos de risco à saúde em jovens de 18 a 24 anos: um estudo descritivo

O objetivo foi avaliar risco de suicídio e comportamentos de risco em jovens. Estudo transversal na zona urbana de Pelotas, Rio Grande do Sul, Brasil, realizado por amostragem sistemática. Foram incluídos jovens de 18 a 24 anos, com capacidade cognitiva e que assinaram termo de consentimento. Foram aferidos risco de suicídio (MINI); comportamentos de risco (YRBSS); abuso/dependência de substâncias (ASSIST); e nível socioeconômico (ABEP). Os dados foram analisados no programa SPSS. A amostra constituiu-se de 1560 jovens e a prevalência de risco de suicídio foi de 8,6%. O risco de suicídio foi associado com: ter sofrido acidente com necessidade de ir ao pronto-socorro (p = 0,011), ter entrado em briga com agressão física (p = 0,016), ter carregado arma branca (p = 0,001) e arma de fogo (p < 0,001), ter abuso/dependência de substâncias (p < 0,001), não ter utilizado preservativo na última relação sexual (p = 0,025), não ter parceiro fixo (p < 0,001) e ter relação sexual com cinco ou mais pessoas (p = 0,018). Jovens com comportamentos de risco também demonstram indícios de risco de suicídio.
 

Suicídio na mídia semanal

A publicação de matérias sobre suicídio em uma revista semanal como a Veja foi o objeto desta pesquisa. A maneira de expor o tema, assim como o destaque que lhe é dado seja pela chamada em capa ou pelas ilustrações podem contribuir para o agravamento no número de casos sobre esse que é um problema cada vez maior na sociedade. O interesse pela morte e os cuidados na publicação, sugeridos pela Associação Brasileira de Psiquiatria serviram de parâmetros para a avaliação de 151 matérias produzidas entre 1996 e 2010. Percebe-se que muito ainda tem que ser feito sobre a maneira de abordar o suicídio na mídia, assim como sua prevenção. Esta pesquisa é uma pequena contribuição para a promoção de um esforço para estancar esse mal que cresce dia a dia.
 

Tentativas de suicídio: fatores prognósticos e estimativa do excesso de mortalidade

A partir de notícias da Gazeta de Campinas (1871-1887), abordam-se visões correntes sobre atos suicidas entre cativos e pessoas livres, na província de São Paulo, assim como discutem-se os dados obtidos. Conclui-se que, sendo os atos suicidas manifestações humanas irredutíveis a um único tipo de explicação, não parece justificável que entre escravos eles sejam ainda tomados como auto-explicáveis por sua mísera condição. Ao indicar as situações em que se deram tais atos, espera-se desfazer explicações simplificadoras, como aquelas que referem os suicídios de escravos apenas e obviamente devidos aos 'desgostos do cativeiro'.
 

Transtornos mentais em comunidade atendida pelo Programa Saúde da Família

O objetivo principal deste estudo é estimar a prevalência de transtornos mentais de humor, ansiedade e somatização (THAS) utilizando o Self-Reporting Questionnaire-20 Itens (SRQ-20) em comunidade atendida pelo Programa Saúde da Família (PSF) em Santa Cruz do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Objetivo secundário é verificar a associação de THAS com variáveis demográficas. Todos os moradores da área do PSF avaliada maiores de 14 anos foram convidados a participar. A amostra total analisada foi composta de 1.122 indivíduos. A prevalência encontrada de THAS foi de 38% (IC95%: 35,12-40,88). Sexo feminino, baixa escolaridade e situação ocupacional desfavorável mostraram associação independente com THAS. A alta prevalência de THAS na área estudada demonstra a importância destes transtornos em termos de saúde pública, e pode trazer alguma contribuição para o entendimento da alta incidência de mortalidade por suicídio verificada em Santa Cruz do Sul na última década (4,66 vezes maior que a incidência nacional). Incluir o tema saúde mental nas metas e prioridades do PSF no Brasil é muito importante.


*Com informações da CCS/Fiocruz e do Informe Ensp

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