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Um olhar crítico sobre a influência da economia na equidade em saúde

Obra de referência para formuladores e gestores de políticas públicas é destaque nos Cadernos de Saúde Pública

30/06/2016
Por Flávia Lobato | Foto: Divulgação (Editora Fiocruz)


“Por que a equidade na assistência à saúde tem sido pouco concretizada nas políticas adotadas na maioria dos países? Quais os desafios a serem enfrentados no campo da equidade em saúde e nos serviços de saúde? Por que a economia da saúde deu uma limitada contribuição para a política da equidade? Como a equidade poderia prosseguir melhor no futuro?”. Estas são discussões-chave do livro Aspectos econômicos da equidade em saúde. Originalmente publicada em inglês sob o título The Economics of Health Equity pela Cambrige University Press (2007), a obra foi recentemente objeto de uma resenha publicada nos Cadernos de Saúde Pública.

O autor da resenha, Henny Luz Heredia Martínez, do Instituto de Altos Estudos Dr. Arnoldo Gabaldon, da Venezuela, destaca que o livro foi publicado por uma equipe internacional de experts no campo da economia da saúde e que proporciona uma análise da equidade na saúde e na atenção sanitária. “Citando casos de vários países, exemplificam questões como o acesso aos serviços de saúde e as desigualdades entre e dentro dos países, destacando os fatores comuns de relevância internacional e as causas das desigualdades em saúde”.

Henny comenta que os organizadores do livro Aspectos econômicos da equidade em saúde, Di Mclntyre & Gavin Mooney, apontam para o pouco interesse que os tema da pobreza e da desigualdade têm junto aos formuladores de políticas públicas nos níveis globais e nacionais, considerando este um desafio importante para melhorar a equidade em saúde no futuro.

Um dos méritos do livro, segundo Henny, é contemplar a aceitabilidade, que é uma das dimensões do acesso menos trabalhadas na literatura. A aceitabilidade é entendida como "a distância social e cultural entre os sistemas de saúde e seus usuários, tem estreita ligação com a confiança entre pacientes e prestadores" (Gilson, parte I, capítulo 6). Abarca a relação entre as convicções de leigos e profissionais sobre a saúde, o engajamento e o diálogo prestador - usuário e as maneiras pelas quais arranjos organizacionais de assistência à saúde moldam as respostas dos pacientes aos serviços.

Os autores do livro também abordam o caso brasileiro, mostrando tanto as persistentes desigualdades na assistência à saúde quanto descrevendo diversos avanços obtidos.

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