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Saúde urbana é tema de suplemento da revista CSP

07/01/2016

Fascículo destaca conceitos inovadores e métricas para aferir determinantes urbanos e sociais, assim como políticas públicas relacionadas ao setor de saúde

Por Informe Ensp
Número temático sobre saúde urbana, marcos, dilemas, perspectivas e desafios
 
 
vol. 31, suplemento 1, nov/2015 da revista Cadernos de Saúde Pública é um número temático sobre saúde urbana, que aborda seus marcos, dilemas, perspectivas e desafios. Nesse fascículo, são destacados conceitos inovadores e métricas orientados para aferir determinantes urbanos e sociais, bem como políticas públicas originárias tanto dentro como fora do setor de saúde. A maioria dos artigos considera a interligação de determinantes urbanos e saúde. Além de abordagens teóricas que envolvem um debate sobre sistemas complexos, esse volume compreende estudos empíricos com conceitos e métodos inovadores, incluindo aqueles projetados para a avaliação das políticas públicas urbanas construídas sobre um enfoque intersetorial. Também é destacado o trabalho dos observatórios em que estão sendo desenvolvidas e testadas as soluções possíveis de saúde urbana para atender às necessidades locais, com base em experiências em todo o mundo e na inteligência de saúde.
 
Para as autoras do editorial do suplemento, Waleska Teixeira Caiaffa e Amélia Augusta de Lima Friche, da Universidade Federal de Minas Gerais; e Danielle C. Ompad, da New York University College of Global Public Health, U.S.A, a saúde urbana é a área do conhecimento alojada na saúde pública que permite repensar o impacto na saúde das intervenções do setor público nas cidades, incluindo aquelas que não necessariamente têm origem no setor saúde. “A saúde das populações que vivem em ambientes urbanos é função de influências globais, nacionais e locais e de uma rede de determinantes interligados”. 
 
As editorialistas assinalam que os ambientes sociais e físicos definem o contexto urbano e são modulados por fatores (proximal e distal) e atores em vários níveis. Assim, as tendências globais, os governos nacionais e locais, sociedade civil, setor privado e mercados modulam as configurações em que tais fatores locais operam. Nesse sentido, apontam Waleska e Amélia, a saúde urbana é um campo próspero para tradução do conhecimento, com fortes laços sociais e políticos, guiado por métricas inovadoras. Ou seja: indicadores e análises válidos, confiáveis, robustos e bem construídos para avaliar intervenções na cidade que podem impactar a saúde, e estreita associação com a administração pública e as suas relações intersetoriais, incluindo a governança.
 
As autoras assinalam ainda que “grandes avanços têm sido realizados em discernir a pobreza como um veneno, o ambiente construído como um dos principais determinantes da saúde, e o ambiente social como o apoio benéfico ou maléfico capaz de modular nossa capacidade de permanecer saudáveis”.

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