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Revista Trabalho, Educação e Saúde lança a terceira edição do ano

26/08/2019

Editorial trata da resolução da OMS sobre transparência de custos e preços de medicamentos, produtos médicos e vacinas do setor farmacêutico: a medida pode beneficiar o acesso de países em desenvolvimento a esses insumos. Leia também ensaios, resenhas e artigos

Por Revista Trabalho, Educação e Saúde

Revista Trabalho, Educação e Saúde (vol. 17, n.3, ago/2019) acaba de lançar a sua terceira edição de 2019. Um editorial, dois ensaios, vários artigos e manuscritos: o número traz trabalhos nacionais e internacionais sobre o universo da profissionalização, do ensino e das políticas públicas em saúde. Saiba mais sobre este número, a seguir.

Editorial

editorial analisa a resolução inédita da Organização Mundial da Saúde (OMS), de maio, que estabeleceu a transparência quanto a custos e preços de medicamentos, vacinas e outros produtos médicos do setor farmacêutico. Quem assina o texto é Vitor Henrique Pinto Ido, do South Centre, em Genebra (Suíça). Segundo ele, a resolução aumenta não só o controle social sobre o funcionamento das indústrias farmacêuticas, mas também a capacidade de negociação de compras públicas a preços diferenciados para países em desenvolvimento, com menor orçamento disponível — o que pode ampliar o acesso a medicamentos.

Ensaios

O novo número traz dois ensaios. De autoria de Roberto Rafael Dias da Silva, o ensaio Trabalho, educação e juventudes: diálogo com o pensamento social de Christian Laval e Pierre Dardot, busca responder a perguntas do tipo “Como as juventudes contemporâneas têm sido reposicionadas nas tramas do neoliberalismo?”. Traça, ainda, um diagnóstico em perspectiva crítica sobre as novas relações entre trabalho, educação e juventudes contemporâneas.

O trabalho é um diálogo com o pensamento social da dupla Laval (sociólogo) e Dardot (filósofo), ambos professores da Universidade de Paris-Nanterre. Estes dois pesquisadores franceses centram seus estudos na emergência de novos arranjos subjetivos no contexto do neoliberalismo.

Já o outro ensaio, Práticas humanizadas de gestão de pessoas e organização do trabalho: para além do positivismo e do dataísmo, de Pedro Cortez, Thais Zerbini e Heila Veiga, destaca a humanização como um importante arcabouço teórico-prático para a transformação social das organizações e gestão de pessoas.

Artigos

Na seção Artigos, a revista apresenta o estudo Programa Mais Médicos em município de fronteira internacional e os desafios da gestão em saúde, realizado em 2017, de Carlos Guilherme Meister Arenhart e colegas. Os autores buscaram compreender as concepções de gestores da Atenção Primária à Saúde (APS) sobre o processo de implantação do Programa Mais Médicos, lançado em 2013 numa parceria entre os governos brasileiro e cubano e a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas).

O projeto doi descontinuado pelo Ministério da Saúde de Cuba em novembro de 2018. A pesquisa aconteceu na região de fronteira trinacional entre Brasil, Paraguai e Argentina, território historicamente distante do movimento da reforma sanitária brasileira. De acordo com o texto, as gestoiras entendiam que o Programa contribuiu para a manutenção da oferta de serviços na APS local e mostrou ser um caminho para a garantia de prestação da assistência médica em município de região fronteiriça.

Há também o artigo de autoria de Felipe Rangel de Souza Machado e colegas, intitulado A burocracia cordial: a implantação da estratégia de apoio institucional na política nacional de atenção básica em saúdeEste analisa o papel dos apoiadores institucionais como responsáveis pela condução das políticas públicas, buscando compreender a forma de construção de relações institucionais desde a base do Estado brasileiro. O artigo faz a análise mediante o estabelecimento de dinâmicas relacionais entre agentes públicos, especialmente no enfrentamento das complexas questões sobre as relações federativas brasileiras.

Realizado na Coordenação Geral de Gestão da Atenção Básica, do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde, entre 2015 e 2017, o estudo conclui que a estratégia de apoio institucional indica possibilidades concretas de avanço na garantia do direito à saúde, apesar de dificuldades e contradições que caracterizam o federalismo brasileiro.

Manuscritos

Esta edição da REVTES apresenta, ainda, manuscritos com os seguintes temas: formação em saúde; retrato dos cursos de graduação em fonoaudiologia no Brasil; a inter-relação complexa de trabalhadores da equipe de enfermagem com o familiar cuidador do indivíduo enfermo em processo de morte e morrer; e análise do processo de supervisão clínico-institucional por meio de encontros com duas equipes da rede de saúde do interior do Nordeste.

Confira aqui a edição completa.

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