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Revista CSP lança nova edição

05/07/2015

Seção Perspectivas enfoca dois desafios em saúde pública: a emergência da arbovirose chikungunya e cânceres relacionados ao amianto

Por Informe Ensp/Fiocruz | Foto: Fiocruz Imagens (Raul Santana)

 

Já está disponível na rede o volume 31, número 5, da revista Cadernos de Saúde Pública (CSP). O editorial, assinado por Sonia Vasconcelos, membro do comitê organizador da 4ª Conferência Mundial sobre Integridade Científica, a publicação ressalta a importância de avançar nas discussões e medidas concretas para coibir práticas pouco éticas. Na seção Perspectivas, uma novidade: o volume traz dois artigos - um sobre a emergência da arbovirose chikungunya; o outro, sobre cânceres relacionados ao amianto. A CSP traz também uma revisão sobre a construção do social na fronteira das disciplinas, a partir do pensamento de Roger Bastide. Além disso, a edição conta ainda com a publicação do desenho da amostra do Estudo ERICA, que trará grande contribuição ao estudo de riscos cardiovasculares em adolescentes. 

No artigo Chikungunya: uma arbovirose em estabelecimento e expansão no Brasil, publicado na seção Perspectivas, os autores destacam que no grupo das doenças infecciosas emergentes e reemergentes, os arbovírus transmitidos por mosquitos, como dengue e chikungunya, são considerados importantes desafios para a saúde pública. Já em Cânceres relacionados ao asbesto no Brasil mostra que o país é um grande produtor, consumidor e exportador de amianto, e, por isso, é fundamental o monitoramento da ocorrência de doenças relacionadas a este material. O artigo é de autoria do pesquisador da Universidade de Turim (Itália), Benedetto Terracini, que há anos luta pelo banimento total do amianto, em conjunto com dois pesquisadores do tema no Brasil: Francisco Pedra, do Centro de Estudo da Saúde do Trabalhador e Ecologia Humana da Escola Nacional de Saúde Pública (Ensp/Fiocruz) e Ubirani Otero, do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O artigo Desenho da amostra do Estudo do Risco Cardiovascular em Adolescentes (ERICA), assinado pelo pesquisador do Departamento de Epidemiologia e Métodos Quantitativos da Ensp, Carlos Henrique Klein, em parceria com os pesquisadores do IBGE, UFRJ e UERJ, Mauricio Teixeira Leite de Vasconcellos, Pedro Luis do Nascimento Silva, Moyses Szklo, Maria Cristina Caetano Kuschnir, Gabriela de Azevedo Abreu, Laura Augusta Barufaldi e Katia Vergetti Bloch, explica que o objetivo do estudo é estimar a prevalência de fatores de risco cardiovascular e da síndrome metabólica em adolescentes de 12 a 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas dos 273 municípios com mais de 100 mil habitantes no Brasil.

O estudo Características clínicas e sociais determinantes para o idoso sair de casa, assinado por pesquisadores do Instituto de Geriatria e Gerontologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, teve como objetivo avaliar fatores sociais e de saúde envolvidos no fato de o idoso, com 60 anos ou mais, sair de casa. Foram entrevistados 5.898 idosos identificados por visita domiciliar, aleatoriamente selecionados em 59 cidades do Rio Grande de Sul, Brasil. Segundo os autores, foram apontados como fatores favorecedores à saída de idosos de casa: ser do sexo masculino, ser de faixa etária mais jovem, ser casado, ter artrose, realizar atividades específicas com facilidade e ter boa auto percepção de saúde. Já a presença de cardiopatias foi um fator negativo para sair de casa. “Em face da importância da vida social na qualidade de vida e na política de envelhecimento ativo da Organização Mundial da Saúde, é fundamental considerar condições clínicas que permitem aos idosos manterem-se ativos em comunidade. Estudos como este podem auxiliar na adequação das políticas públicas para idosos, principalmente atuando em condições modificáveis, como as clínicas e funcionais", destacaram os autores.

Intitulado Atendimentos por acidentes e violências na infância em serviços de emergências públicas, o estudo analisou o perfil dos atendimentos de emergência por acidentes e violências envolvendo crianças menores de 10 anos no Brasil, no ano de 2011. Foram analisados 71 serviços de urgência e emergência no âmbito do SUS, localizados no Distrito Federal e em 24 capitais brasileiras. De acordo com os autores da Universidade Federal de Minas Gerais, Secretaria de Vigilância em Saúde e Universidade Federal do Piauí, a maior proporção das lesões (67,4%) ocorreu no ambiente domiciliar. “Dentre as injúrias não intencionais, as quedas foram a ocorrência mais frequente (52,4%), seguidas de choque contra objetos/pessoas (21,8%) e lesões no trânsito (10,9%), destacando-se as vítimas na condição de passageiros, e dentre os meios de locomoção da vítima são destaque as bicicletas. As injúrias não intencionais na grande maioria são evitáveis e devem ser adotadas medidas educativas, em especial junto aos pais, educadores, comunidade, profissionais de saúde e educação, alertando para os riscos e adoção de comportamentos seguros em relação ao ambiente doméstico, escola e de lazer. As violências são objeto de notificação obrigatória, e as ações de proteção às vítimas devem ser instituídas prontamente”, ressaltaram os autores do artigo.

 

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