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Reciis traz estudo sobre Zika na mídia

Autoras traçam linha do tempo com os principais pontos da escalada de atenção sobre o vírus na mídia brasileira

14/04/2016
Por Portal de Periódicos*

O mosquito Aedes aegypti, transmissor do Zika vírus,
estampa a capa da primeira edição da Reciis em 2016

 

Ela não saiu da mídia em 2015: a zika, doença provacada pelo vírus de mesmo nome e transmitida pelo Aedes aegypti, ganhou o noticiário nacional e internacional. Agora, ela estampa a capa da primeira Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) de 2016 (vol. 10, n.1). Dois artigos sobre o tema se destacam entre oito originais, que tratam de questões importantes em saúde pública e suas relações com a comunicação e a informação.

No artigo A mídia em meio às ‘emergências’ do vírus Zika: questões para o campo da comunicação e saúde, as autoras Raquel Aguiar e Inesita Soares Araujo traçam uma linha do tempo com os principais pontos da escalada de atenção sobre o Zika vírus na mídia brasileira, naquele ano, incluindo a cobertura midiática e os anúncios oficiais. Essa linha do tempo é comparada com uma análise de capas de nove jornais impressos publicados nos meses de novembro e dezembro de 2015, período em que o Ministério da Saúde admitiu a possível correlação do vírus com o aumento de casos de microcefalia no país. O artigo, que tem como base um trabalho do Observatório Saúde na Mídia, trabalha com referências a medo e risco, propondo reflexões sobre a relação entre comunicação e saúde.

Já o estudo apresentado no artigo Análise bibliométrica de artigos científicos sobre o vírus Zika busca contribuir para a construção de um panorama sobre os avanços na produção científica, desde a década de 1940, considerando a busca em cinco bases de dados internacionais: Lilacs, PubMed/Medline, SciELO, Scopus e Web of Science. De 711 publicações, apenas 242 foram analisadas após a exclusão de determinadas produções segundo critérios previamente definidos. Observou-se a falta de estudos nacionais sobre a temática, o que evidencia a necessidade de desenvolver pesquisas nesse sentido, uma vez que os resultados são essenciais para intervenções.

Destacam-se também outros temas neste número, como: os sentidos e efeitos sociais da informação televisiva em pacientes com câncer de mama, produção científica colaborativa na área da saúde tropical, o silenciamento dos adeptos do candomblé na saúde, a estratégia de proteção de patentes, vulnerabilidade de homens no acesso ao diagnóstico e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, e tratamentos da Doença de Chagas. 

A nova Reciis traz um artigo de revisão que discute a propriedade intelectual de material genético, um ensaio sobre os efeitos do tempo na saúde dos jornalistas e duas notas de conjuntura: uma sobre recursos educacionais abertos e outra sobre qualidade do cuidado em saúde, entre outros conteúdos.

O editorial, assinado por Rosany Bochner, trata dos 35 anos do Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). A Reciis também tem muito a comemorar: a partir desta edição está indexada na Rede Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde (Lilacs), fruto do esforço da revista para se adequar às políticas editoriais vigentes no país e no exterior.


*Com informações de Frederico Azevedo (Icict/Fiocruz)

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