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Publicação da Abrasco destaca desenvolvimento, desigualdade e cooperação internacional em saúde

18/07/2017

A revista Ciência e Saúde Coletiva, publicação editada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), lançou, este mês, o número temático Desenvolvimento, Desigualdade e Cooperação Internacional em Saúde (vol. 22, n. 7, jul/2017), organizado por José Paranaguá de Santana e Fernando Pires Alves.

O artigo Desigualdades em Saúde: uma perspectiva global, de Mauricio L. Barreto, discute, detalhadamente, as desigualdades em saúde como um problema mundial. O autor apresenta um debate teórico do contexto em que vivem as populações e a posição dos seres humanos na pirâmide social, dando ênfase aos trabalhos de Louis René Villermé, na França; Edwin Chadwick, na Inglaterra e de Rudolf Virchow, na Alemanha, com contribuições históricas para a temática da determinação social.

No século 20, apresenta um dos principais marcos para a discussão das desigualdades em saúde nos países desenvolvidos, intitulado “Black Report”, elaborado por uma Comissão de Especialistas do Reino Unido. Este documento apontou que no período de criação do sistema nacional de saúde (NHS) – baseado nos princípios da equidade e da acessibilidade universal – haviam ocorrido melhorias importantes nas condições de saúde da população britânica, independentemente da categoria ocupacional. Porém, na comparação entre os níveis de saúde e as classes sociais, alguns problemas haviam tinham se ampliado.

Em relação à análise global dessa temática, o autor apresenta o relatório final da Comissão de Determinantes Sociais em Saúde da OMS, que também teve uma versão brasileira, além de trazer o debate para o momento atual, com a criação do grupo The Lancet – University of Oslo Comission on Global Governance for Health no ano de 2014, que destaca o desejo de “transmitir uma mensagem forte à comunidade internacional e a todos os atores que exercem influência nos processos de governança global: não devemos mais considerar a saúde apenas como uma questão técnica biomédica, porém reconhecemos a necessidade de ações e justiça multissetoriais e globais nos esforços para lidar com as desigualdades na saúde.” (p.631)

Fonte: Revista Ciência e Saúde Coletiva | Foto: Peter Ilicciev (CCS/Fiocruz)