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Psiquiatria, sobremedicalização, saúde na escola e população LGBT: acesse a REVTES

25/06/2019

Na segunda edição de 2019, a Revista Trabalho, Educação e Saúde traz dois ensaios e 13 artigos

Por Portal de Periódicos Fiocruz, com informações da REVTES


Em sua segunda edição de 2019, a Revista Trabalho, Educação e Saúde (vol. 17, n. 2, mai/2019) destaca temas relacionados à psiquiatria, sobremedicalização, saúde na escola e população LGBT.

No editorial Reforma psiquiátrica: estratégias para resistir ao desmonte, Pedro Gabriel Delgado, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e Instituto de Psiquiatria (IPUB), faz uma síntese histórica do processo de construção da reforma psiquiátrica brasileira, iniciada nos anos de 1980 e objeto de avanços significativos na Constituição de 1998. No entanto, de acordo com Delgado, esse processo de construção está sob ameaça, pois foi interrompido desde 2016, pelos governos anterior e atual, com medidas que vão contra o arcabouço do sistema universal de saúde e o antigo lema da saúde mental: “uma sociedade sem manicômios”. Saiba mais acessando a entrevista realizada pelo Portal de Periódicos Fiocruz.

Além disso, a nova edição dois ensaios e 13 artigos. Um dos ensaios, assinado por Charles Dalcanale Tesser, analisa o cuidado médico e a sobremedicalização — desnecessária e indesejável — na atenção primária à saúde e como evitá-la. O outro aborda o impacto das mudanças na educação e na saúde na escola, causado pela aprovação da lei n. 13.415/17, leia-se: a contrarreforma do ensino médio.

Dentre os artigos, destaca-se Modificações nos indicadores sociais da região Nordeste após a implementação da atenção primária. O estudo traz dados do Departamento de Atenção Básica do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tendo como variável de estudo o número de agentes comunitários de saúde, equipes de saúde da família e Núcleos de Apoio à Saúde da Família.

Entre outros temas de interesse, vale ler Funcionamentos de instituições em cenas de uso de crack: um estudo etnográfico. E, ainda, uma pesquisa bioética que investiga a representação social de trabalhadores da atenção básica em saúde que lidam com pessoas LGBT, a fim de compreender as representações sociais dos trabalhadores da Atenção Básica à Saúde, partindo da premissa de que elas podem atuar como barreiras de acesso às ações e serviços básicos de saúde.

Além dessas pesquisas originais, esta edição trata também de processos de formação de profissionais da saúde, educação permanente e saúde mental. Acesse a edição completa aqui no Portal de Periódicos Fiocruz.

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