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Prepare-se para o Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde da Fiocruz

21/05/2018

Para entrar no clima do evento, que acontece nos dias 4 e 5 de junho, leia um artigo sobre cientistas e comunicação de massa

Por Valentina Leite (Portal de Periódicos)


Nos dias 4 e 5 de junho, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) realiza seu Primeiro Hackaton da Divulgação Científica em Saúde — uma maratona de desenvolvimento de projetos inovadores de divulgação científica. O evento vai reunir cientistas, pós-graduandos, educadores, jornalistas, designers, museólogos e outras pessoas interessadas em divulgação científica em saúde, independentemente de vínculo institucional.

Não se trata de um curso ou de uma aula, mas de um exercício prático, no qual a interação entre os participantes é o que enriquece o processo. Ao final, dois projetos dentre os que já foram selecionados para a competição serão premiados pela Fiocruz com recursos de até R$ 25 mil.

O Hackaton é promovido pela Presidência da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) — por meio da Vice-Presidência de Educação, Informação e Comunicação —, e pelo Instituto Nacional de Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia. Conta também com a colaboração do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino, do Museu da Vida (COC/Fiocruz) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento. 

Consulte programação, perfil dos palestrantes e regulamento aqui.


Então, que tal falarmos da comunicação científica na Fiocruz?

No clima do Hackaton, vale a leitura do artigo Os cientistas e os meios de comunicação de massa: um estudo de caso no Instituto Oswaldo Cruz, assinado por Bárbara Ávila Maia e Luisa Massarani e publicado na Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis).

"Diante da relevância dos meios de comunicação de massa e da internet para a divulgação da ciência, a aproximação entre as culturas científica e jornalística torna-se cada vez mais frequente", apontam as autoras. O artigo aborda a relação dos pesquisadores com a divulgação da ciência para o público, mais especificamente, na difusão por meios de comunicação de massa (jornais, revistas, televisão, rádio). 

A base do estudo foi uma enquete online, respondida por 103 cientistas de um universo de 487 pesquisadores e tecnologistas do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) — unidade de referência em pesquisa e inovação em saúde — e 20 entrevistas. 

Segundo dados do artigo, nos anos de 2013 e 2014, um total de 1.395 publicações sobre o IOC foi veiculado pela imprensa, estando incluídas nesse número publicações que apresentam cientistas do Instituto como fonte de informação. O ano de 2015 também contou com grande participação do IOC na mídia, tendo sido publicadas 604 reportagens sobre o Instituto na imprensa.

Como resultado, as autoras concluem que a divulgação científica no Instituto está em crescimento. Isso porque ele parece estar em contato frequente com a mídia e ter uma adesão a ações voltadas para o público. Por outro lado, foram identificadas poucas iniciativas próprias de divulgação por meio de blogs e redes sociais.

Acesse aqui o artigo completo.

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