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Prazo estendido: Visa em Debate recebe artigos sobre diversidades culturais e riscos sanitários até 30/9

07/04/2015

Número temático discutirá como o risco sanitário é percebido e de que forma os instrumentos de regulação são exercidos em diferentes contextos culturais

Por INCQS/Fiocruz | Foto: Peter Ilicciev (Fiocruz Imagens)


Como o risco sanitário é percebido e os instrumentos de regulação são exercidos nos diferentes contextos culturais? Esta questão abre um novo campo de debates, significativo para a vigilância sanitária. A proposta deste número temático da revista Visa em Debate é abordar a contemporaneidade das práticas em vigilância sanitária e seus objetos de cuidado, a partir da dimensão cultural, da produção social dos conflitos de interesse, da percepção e da comunicação dos riscos em níveis local, nacional e global. O objetivo é apreender a realidade dos grupos com os quais e para os quais as ações de promoção da saúde e prevenção de riscos são desenvolvidas. Pretende-se que os artigos abordem a compreensão dos processos sociais que integram a complexidade das relações estado-bens/serviços e sociedade, mediados pela vigilância sanitária em contextos heterogêneos.

Recebimento de artigos

Objetivo: Selecionar trabalhos científicos que contribuam com a reflexão e o debate sobre risco sanitário nos contextos culturais diversos.

Modalidades de artigos: serão recebidos artigos originais em português, inglês e espanhol, resultantes de pesquisa original; artigo de revisão; artigo de debate; relato de experiência e resenha.

Data final para submissão dos trabalhos: 30/9/2015.

Publicação do número temático: 1º semestre de 2016.

Todos os artigos devem ser submetidos na plataforma da revista. Os artigos serão submetidos à avaliação por pares, em sistema blind review, de acordo com as instruções aos autores da revista Visa em Debate.

Temas: Os temas que constituirão o número temático devem necessariamente atender as questões expostas abaixo, podendo expandir ou especificar o campo de análise dentro dos marcos da vigilância sanitária e da diversidade cultural.

  • Como o risco é valorizado pelas instâncias regulatórias? Como é normalizado frente a inovações incessantes e ampla diversidade cultural?
  • As ações atualmente exercidas em vigilância sanitária são suficientes, adequadas a seus vários públicos?
  • A Vigilância Sanitária deve atender aos interesses dos diferentes segmentos étnico-religiosos-culturais de uma nação? Eles integram a complexidade das relações produtivas/sociais mediadas pela vigilância sanitária e têm contextos heterogêneos.
  • Há antagonismo entre o chamamento cada vez mais criativo ao consumo e a necessidade de corretamente educar?
  • Quando o risco deve ser fator suficiente à restrição ou suspensão produtiva ou de propaganda?
  • Saneantes em garrafas PET, panaceias de fundo de quintal, chás de origem duvidosa permanecem no mercado e sendo consumidos. Não representam, apenas, atos ilegais. Marcam importante mercado com consumidores que alimentam inúmeras famílias. Mercado que continua existindo. Desconhecem, produtores e consumidores, os riscos associados?
  • Como diferentes grupos percebem, toleram e defendem alimentos produzidos por vendedores ambulantes e de rua, como acarajés e cocadas de “baianas”, queijos artesanais, açaí, angu e outros?
  • Como lidam com raizeiros e seus vegetais, tatuagens religiosas, mercados e matadouros de animais que servem a religiões de matrizes africanas?
  • A posição da vigilância sanitária deve independer destas especificidades culturais? Quais seus riscos? São da mesma ordem do uso de agrotóxicos de forma desmedida e não controlada? Das escovas progressivas cheias de formol? Proibições visam proteger quem? Consumidores? Trabalhadores? De que forma?
  • Há risco ao desrespeito à individualidade e às especificidades sociais?


Editores responsáveis por este número temático

Estélio Gomberg (convidado), pós-doutor em ciências sociais pela Universidade Federal da Bahia e doutor em saúde pública pela Universidade Federal da Bahia. Professor adjunto I da Universidade Estadual de Santa Cruz, Bahia.

William Waissmann, MD, MSc, PhD, pesquisador titular da Fundação Oswaldo Cruz, Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz).

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