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Pesquisador da Fiocruz avalia a tragédia de Brumadinho e a saúde pública

15/02/2019

Carlos Machado Freitas explica os impactos que a tragédia pode causar no âmbito da saúde pública

Hoje completam 20 dias desde a tragédia ambiental que deixou mais de 160 vítimas confirmadas em Brumadinho, no estado de Minas Gerais. A tragédia se deu graças ao rompimento de uma barragem em região administrada pela mineradora Vale. Não é a primeira vez que a empresa responde por um crime ambiental deste porte: em 2015, um acidente semelhante deixou centenas de vítimas no município de Mariana, em trecho controlado pela Vale e outras mineradoras, como a Samarco.

Diante deste cenário, é necessário alertar a população sobre os riscos e as consequências de tragédias dessa magnitude para a saúde pública. No vídeo em destaque, Carlos Machado Freitas, historiador e coordenador do Centro de Estudos para Emergências e Desastres em Saúde (Cepedes/Fiocruz), explica os impactos da tragédia na barragem de Brumadinho no âmbito da saúde. Ele destaca, também, a atuação do Sistema Único de Saúde (SUS) no resgate e atendimento das vítimas no local.

Um desastre para a saúde pública

No Brasil, há uma tendência de crescimento dos desastres de origem natural e tecnológicos e de seus impactos humanos, ambientais e materiais. Segundo Carlos Machado, paralelamente a esse crescimento, observa-se que o tema dos desastres vem ganhando mais espaço nas agendas de governos e da sociedade de modo geral, num esforço de estarmos cada vez mais preparados para reduzir seus riscos e principalmente seus impactos.

O setor saúde tem grande responsabilidade nesse processo, já que tais impactos resultam em efeitos diretos sobre a saúde e o bem-estar das populações. Desse modo, os desafios são muitos e exigem que o município planeje, prepare, teste e mantenha um plano ativo de resposta aos desastres de origem natural ou tecnológica. Para aprimorar o debate, acesse outros conteúdos sobre o tema, na íntegra:

• Artigo dos Cadernos de Saúde Pública: A tragédia da mineração e do desenvolvimento no Brasil: desafios para a saúde coletiva;

• Guia da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP/Fiocruz): Guia de Preparação e Respostas do Setor Saúde aos Desastres;

• Entrevista exclusiva de Carlos Machado Freitas para o Campus Virtual Fiocruz.

Autoria: 
Texto: Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz), com informações de Tatiane Vargas (Ensp/Fiocruz)
Vídeo: Centro de Estudos Estratégicos da Fiocruz (CEE-Fiocruz)

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