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Pesquisa mostra que o Brasil avança no controle ao tabagismo

29/08/2018

No Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8), o país comemora queda de 44,6% no percentual de fumantes passivos no trabalho: é a maior marca em nove anos

Por Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz) | Foto: Unsplash


Não é fácil apagar os efeitos danosos do tabaco à saúde. Mas, pouco a pouco, o Brasil está conseguindo atravessar esta cortina de fumaça, por meio de diferentes políticas públicas de prevenção e controle. 

Dados do Ministério da Saúde apontam que a frequência do consumo do tabaco entre os fumantes nas capitais brasileiras reduziu em 36%, no período de 2006 a 2017. Nos últimos anos, a prevalência de fumantes caiu de 15,7%, em 2006, para 10,1% em 2017. Os resultados refletem a implementação das medidas da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial de Saúde (OMS), adotada em 2005. O país é, atualmente, um dos modelos mundiais na condução de uma política de saúde pública intersetorial de sucesso nessa área.

Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Fumo (29/8), o Brasil comemora também um recorde: a queda de 44,6% no percentual de fumantes passivos em ambientes de trabalho — a maior marca em nove anos.


Obrigada por não fumar

Em 2009, o percentual era de 12,1%, de acordo com o Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel 2017). O estudo verificou também redução na frequência entre os fumantes passivos no domicilio. A pesquisa foi feita por telefone nas 26 capitais e Distrito Federal e contou com 53.034 entrevistas.

Nos últimos anos, pesquisas apontam que fumantes passivos (aqueles que entram em contato com a fumaça do cigarro apenas pelo ar) estão sujeitos a doenças semelhantes aos dependentes de nicotina. A diretora geral de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde, Fátima Marinho, declarou ao Ministério da Saúde que houve um avanço importante na redução da exposição de pessoas ao fumo passivo: "Esse impacto foi verificado após a regulamentação da lei que proíbe o ato de fumar cigarros, charutos, narguilés e outros produtos em locais fechados e de uso coletivo”. 

Saiba mais sobre tabagismo passivo.


Menos fumaça no ar

De acordo com dados de maio deste ano, a frequência no consumo de tabaco entre os brasileiros caiu em 36%, no período de 2006 a 2017. A redução é resultado de uma série de ações desenvolvidas pelo governo federal, como a política de preços mínimos. 

Contudo, ainda há muito o que fazer. Além dos danos à saúde, o cigarro também prejudica o planeta. A fumaça do cigarro contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, incluindo arsênico, amônia, monóxido de carbono e substâncias cancerígenas, além de corantes e agrotóxicos em altas concentrações. Ou seja, parar de fumar salva vidas e salva o mundo.

Mas como parar? O Sistema Único de Saúde pode te ajudar. Assista ao vídeo e conheça os programas do SUS para uma vida mais saudável e com menos tabaco. É tudo gratuito!

E, como medida adicional, sempre recomendamos: mantenha-se bem informado. Confira a seleção de artigos selecionados pelo Portal de Periódicos Fiocruz sobre os impactos do cigarro, as políticas de prevenção de controle no Brasil e outros temas.
 

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