Brasil
Acesso à Informação

Os novos sanitaristas e o mercado

02/01/2019

Artigo publicado na Revista Trabalho, Educação e Saúde analisa os desafios, as potencialidades e as estratégias de inserção de graduados em saúde coletiva no mercado de trabalho

Por Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz) | Foto: Fiocruz Imagens

O cientista Carlos Chagas esteve à frente da aprovação do primeiro
"Código Sanitário" do Brasil, em 2 de janeiro de 1920


Você sabe como surgiu o Dia do Sanitarista, que se celebra em 2 de janeiro? Segundo artigo publicado na Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a data marca a aprovação do primeiro “Código Sanitário” pelo Congresso Nacional, em 1920. Esta foi mais uma das marcas deixadas na área pelo cientista Carlos Chagas, reconhecido pela descoberta da doença que leva seu nome, além de muitas outras contribuições para a saúde pública.

Homenageando os profissionais que se dedicam à área, o Portal de Periódicos Fiocruz traça uma espécie de linha no tempo e destaca o artigo Os novos sanitaristas no mundo do trabalho: um estudo com graduados em saúde coletiva. O trabalho — que foi publicado recentemente na Revista Trabalho, Educação e Saúde (vol. 16, n. 3, set/dez 2018) — aborda os desafios, potencialidades e estratégias de inserção de bacharéis em saúde coletiva no mercado de trabalho.


Um campo marcado por lutas políticas

Ao introduzirem o tema, as autoras Jussara Lisboa Viana e Elizabeth Cristina Fagundes de Souza, sublinham alguns marcos históricos deste campo do conhecimento, como as mudanças decorrentes dos movimentos de Reforma Sanitária Brasileira (RSB), que, segundo elas “provocou novas formas de pensar o campo, como saberes, práticas e política. A RSB, na década de 1970, debatia a saúde em seu conceito ampliado e como direito, incorporado na Constituição Federal de 1988”.

Neste sentido, elas comentam como a criação do Sistema Único de Saúde gerou a demanda pela qualificação de profissionais, citando duas estratégias complementares: a produção e prática de saúde que se apoia no “fortalecimento desses saberes e práticas nas diversas graduações da área da saúde (Koifman e Gomes, 2008)”; e a “criação de um novo profissional advindo de uma formação de nível superior (Paim e Pinto, 2013Belisário et al., 2013)”, que sustenta a atividade em um conhecimento específico e especializado.

As autoras do artigo lembram que a demanda do mercado de trabalho por profissionais capazes de atuar no planejamento, na gestão e na execução de ações em saúde coletiva, assim como em ações de promoção da saúde, acaba orientando uma concepção interdisciplinar do campo. Ao mesmo tempo, há também uma expectativa de que “esses bacharéis sejam novos sujeitos políticos (Associação Brasileira de Saúde Coletiva, 2012a)”.


Metodologia de pesquisa

Jussara e Elizabeth realizaram sessões de grupos focais com alunos egressos da Universidade Federal do Rio Grande do Norte em 2012, 2013 e 2014. Em sua análise, elas contemplaram diversas questões como: remuneração, reconhecimento, vivências durante a formação e estratégias de divulgação do curso e das atividades dos profissionais, entre outras subcategorias.

Para saber mais, acesse o artigo na íntegra.

Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.