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Novo número de HCS-Manguinhos aborda política de saúde pública na América Latina e no Caribe

07/02/2018

Edição também destaca o debate com especialistas sobre os desafios relacionados a zika e ao Aedes aegypti

Por César Guerra Chevrand (COC/Fiocruz)

 

O dossiê sobre política de saúde pública na América Latina e no Caribe é um dos destaques do volume (vol. 24, n. 4, dez/2017) da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos. Entre uma oferta variada de artigos de diferentes áreas do conhecimento, campos temáticos, abordagens, temporalidades e geografias, a edição também apresenta um debate sobre zika e Aedes aegypti, abordando antigos e novos desafios no contexto sanitário brasileiro, a partir do registro das percepções de especialistas dedicados a pensar a doença em seus condicionantes sociais, econômicos e culturais.

Coordenado pela historiadora Henrice Altink, da Universidade de York (Inglaterra), pela pesquisadora Magali Romero de Sá, da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz), e pela professora Debbie McCollin, da University of the West Indies (Trinidad e Tobago), o dossiê sobre política de saúde pública na América Latina e no Caribe é composto de cinco artigos que discutem “o rico panorama das dinâmicas envolvendo saúde pública, política e cultura em países como Haiti, Cuba, Jamaica, Brasil, Peru e Bolívia e as redes de circulação de saberes com Europa e Estados Unidos”. Os trabalhos são resultados das apresentações de três encontros promovidos por cooperação entre a Casa de Oswaldo Cruz e a Universidade de York, entre 2014 e 2016.

Debate zika e Aedes

De que maneira as ciências sociais e a história podem contribuir para compreender e orientar políticas públicas para o combate à epidemia de zika? Este é o questionamento geral que orienta o debate sobre zika e Aedes aegypti, promovido pelo editor científico Marcos Cueto e a editora executiva da HCS-Manguinhos Roberta Cerqueira. A iniciativa é uma consequência direta do seminário "Aedes aegypti: antigas e novas emergências sanitárias", realizado pela Casa de Oswaldo Cruz, em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Organização Pan-americana da Saúde (Opas/OMS) e o Centre For Global Health Histories, da Universidade de York.

Organizado em dezembro de 2016, em torno do impacto da infecção pelo vírus zika nas grávidas e recém-nascidos, na saúde pública, nas ideias populares sobre o Aedes e no respeito aos direitos sociais das mulheres, o debate reuniu o pesquisador da COC/Fiocruz Jaime Benchimol, a diretora de pesquisa do Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale (França) e pesquisadora visitante da COC/Fiocruz, Ilana Löwy, da professora da Escuela de Ciencias Humanas da Universidad del Rosario (Colômbia) Mónica García, da representante da Opas/OMS em Venezuela e Antilhas Holandesas, José Moya, e a doutoranda da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) Flávia Thedim Costa Bueno.

Para ler a matéria completa, acesse o blog da HCS-Manguinhos.

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