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Nova edição da Reciis apresenta análises sobre violência e direitos humanos

27/12/2018

Também há destaque para temas como compartilhamento de dados de pesquisa, interações online em saúde e redes sociais. Acesse!

Por Roberto Abib (Reciis)

 

No mês em que a Declaração dos Direitos Humanos completa 70 anos, a Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (vol.12, n.4, out-dez/2018) traz reflexões sobre o contexto social e político brasileiro, na perspectiva da segurança pública, da violência urbana e dos direitos humanos. Estes temas são discutidos na seção de análise conjuntural da quarta edição de 2018.

A edição também apresenta um relato de experiência, que concebe o conhecimento como algo construído. Embasado pelo construtivismo, o trabalho consiste numa reflexão sobre o uso da viagem educacional e oficinas temáticas no componente curricular em psicofarmacologia clínica. Para o autor Mússio Pirajá, a viagem educacional permitiu a integração emoção/razão a partir dos significados percebidos em contato com produções artísticas, e as oficinas temáticas proporcionaram aprendizagens complexas e produção de dispositivos que permitiram a vivência do acolhimento, vínculo, comunicação, sensibilidade e empatia entre os sujeitos.

Pensar a comunicação como um "tornar comum" a partir de processos de colaborativos é uma questão de outro artigo original da edição. O trabalho questiona as metodologias qualitativas que extraem conhecimentos apartados das lutas sociais e não reconhecem os saberes dos sujeitos investigados. O artigo se concretiza por esse referencial teórico numa pesquisa sobre documentários produzidos no contexto das lutas sociais contra os agrotóxicos e pela agroecologia.

Compartilhamento de dados e biotecnologia

Em relação aos estudos de informação em saúde, a Reciis apresenta um trabalho de levantamento e análise das políticas e infraestruturas de compartilhamento de dados de pesquisa em saúde adotadas pelos institutos e centros que compõem o NIH – National Institutes of Health (Institutos Nacionais de Saúde), organismo norte-americano de pesquisa biomédica. O artigo fornece subsídios para debates sobre diferentes tipos e abordagens de abertura e compartilhamento de dados de pesquisa científica, indicando questões pertinentes aos desdobramentos futuros da pesquisa.

Em relação a medicamentos biotecnológicos, um outro trabalho analisa a atual situação no ranking de depósitos de pedidos de patente de insulina no Brasil, cujos resultados demonstram a ausência no Brasil de indústrias nacionais inovando, por meio de patentes, nessa área biotecnológica, deixando o país dependente de aquisição da insulina no mercado externo.

Interações online e saúde

Nesta edição, há também um estudo sobre assistência em saúde, que descreve a experiência das mães de crianças com paralisia cerebral à luz da teoria de adaptação de Roy. De acordo com o estudo, o enfermeiro deve objetivar respostas adaptativas, minimizando as respostas ineficientes, afim de obter a melhoria do cuidado prestado a mãe-criança, fortalecendo seus vínculos afetivos.

Na interface entre saúde e tecnologia, apresenta-se um cenário e identificam-se fatores associados a não utilização da teleconsultoria pelos médicos da atenção primária na macrorregião Norte de Minas Gerais.

Outra pesquisa analisa o conteúdo postado no Instagram pelos perfis fitness populares no Brasil. Os autores desta análise entendem as redes sociais como espaços para futuras ações e intervenções de promoção da saúde, por parte de agências e conselhos de profissões.

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