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Malária: pesquisadores avaliam o papel de anticorpos na infecção pelo parasita Plasmodium vivax

06/08/2019

Pela primeira vez, cientistas investigaram anticorpos anti-α-Gal em pacientes infectados por P. vivax. O estudo foi publicado pelas Memórias do IOC

Por Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz), com informações de Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

Todos os anos, a malária mata cerca de 580 mil pessoas no mundo e infecta quase 200 milhões, segundo dados da organização Médicos sem Fronteiras. A enfermidade está inclusa no quadro de doenças negligenciadas no Brasil. Mas, o que pode estar por trás das respostas aos parasitas dessa doença? Quais os mecanismos de anticorpos na infecção? E será que o mecanismo de um anticorpo funciona para diferentes parasitas?

Um grupo composto por pesquisadores de Belo Horizonte (MG), de Cuiabá (MT) e dos Estados Unidos tentaram responder a essas e outras perguntas: para isso, estudaram o papel do anticorpo anti-α-Gal nas infecções por Plasmodium vivax, um dos parasitas da malária. Os resultados foram publicados em artigo pelas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 114, julho/2019).

O grupo investigou as respostas de IgG e IgM para α-Gal, em indivíduos com malária vivax. Dentre os resultados, destaca-se que os níveis de anti-α-Gal IgG e IgM foram maiores nesses pacientes do que nos controles, mas nenhuma correlação significativa foi encontrada entre parasitemia e resposta anti-α-Gal, nem entre esta resposta e o status do grupo sanguíneo ABO.

Este é o primeiro estudo a investigar anticorpos anti-α-Gal em pacientes infectados por P. vivax. Os autores que assinam o artigo são da Universidade Federal de Minas Gerais, da Universidade Federal do Mato Grosso e da Georgia Institute of Technology. Acesse o artigo completo aqui.

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