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Luta contra a aids: prevenir e cuidar

30/11/2018

No Dia Mundial de Luta contra a Aids (1/12), leia artigos sobre prevenção, relação com outras doenças e estigma, todos publicados nas revistas científicas editadas pela Fiocruz

Por Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz), com informações do Ministério da Saúde

A cor vermelha é o símbolo da campanha de combate à doença, que acomete 36,9 milhões de pessoas em todo o mundo. (Dados de 2017, da UNAIDS)

 

O Brasil chega aos 30 anos de luta contra o HIV e a Aids com uma boa notícia: há uma queda no número de óbitos no país. Segundo o novo boletim epidemiológico, divulgado pelo Ministério da Saúde no dia 27/11, em quatro anos a taxa de mortalidade pela doença passou de 5,7 por 100 mil habitantes em 2014 para 4,8 óbitos em 2017. A garantia do tratamento para todos, lançada em 2013, e a melhoria do diagnóstico contribuíram para a queda, além da ampliação do acesso à testagem e redução do tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento.

Em mais um Dia Mundial de Luta contra a Aids (1/12), é preciso lembrar da importância não só de prevenir a transmissão da doença, mas também de acolher os soropositivos no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS). Pensando nisso, confira artigos do ano de 2018 sobre o vírus e a doença, publicados nas revistas científicas editadas pela Fiocruz. Acesse, na íntegra:

 

Da evidência à ação: desafios do Sistema Único de Saúde para ofertar a profilaxia pré-exposição sexual (PrEP) ao HIV às pessoas em maior vulnerabilidade

Como estamos controlando a epidemia de HIV? Uma das estratégias que tem sido considerada promissora é a profilaxia pré-exposição sexual, mais conhecida como PrEP no Sistema Único de Saúde. Contudo, apesar de ser eficiente, é necessário transpor o conhecimento acumulado pelos estudos de eficácia desta técnica. Principalmente quando tratamos realidade dos serviços e das populações mais vulneráveis à infecção, de forma a alcançar uma ampla cobertura da PrEP. O artigo conclui que, para que haja êxito com esta política pública, é preciso reduzir iniquidades no acesso aos serviços e à PrEP.

Cutaneous tuberculosis and HIV infection at a referral centre in Rio de Janeiro, Brazil

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2017, aproximadamente 10.4 milhões de indivíduos contraíram tuberculose no ano de 2016. O Brasil está na vigésima posição como país com mais pessoas infectadas com a doença. E o que isso tem a ver com o HIV? Este artigo trata justamente da associação entre a tuberculose e o vírus da Aids (HIV), que é estudada em todo o mundo e vem ganhando cada vez mais importância. Os pesquisadores do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) avaliam a associação do HIV com a tuberculose cutânea. 

HIV/Aids, os estigmas e a história

Esta é uma carta de editores, assinada por André Felipe Cândido da Silva e Marcos Cueto, ambos pesquisadores da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz). O texto aborda as ameaças que pairam sobre o sistema de tratamento universal e gratuito, responsável pelo combate à Aids. Segundo eles, a sustentabilidade dos programas de prevenção é um ponto que merece a atenção da sociedade. É preciso combater, por exemplo, a persistência de velhas metáforas estigmatizantes que se associaram ao HIV e à Aids desde o seu surgimento, quando ganhou a conotação de “peste gay”.

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