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Lélia Gonzalez: negra, intelectual e revolucionária

13/05/2019

No Dia Nacional de Combate ao Racismo (13/5), o Portal de Periódicos Fiocruz destaca a vida e a obra de Lélia Gonzaleze e seu legado para a luta de negros e mulheres

Uma mulher que revolucionou o movimento negro no Brasil. Lélia Gonzalez (1935-1994), filha de um ferroviário negro e uma empregada doméstica indígena, formou-se em história e filosofia, fez pós-graduação em comunicação e antropologia política. Interessada nas questões de gênero e etnia, tornou-se pesquisadora, intelectual e fez da educação um campo de crítica e resistência. No Dia Nacional de Combate ao Racismo (13/5), o Portal de Periódicos Fiocruz exibe o programa Ciência & Letras — parceria entre a Editora Fiocruz e o Canal Saúde sobre a obra da Lélia.

As convidadas desta edição do programa são Elizabeth Viana, socióloga e mestre em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Raquel Barreto, doutoranda e pesquisadora em História pela Universidade Federal Fluminense(UFF). Destacam a trajetória de Lélia, compartilhando com o público como a autora teve influência em seu trabalho como pesquisadoras e na atuação delas como militantes.


Outra mulher negra: Henrietta Lacks, suas células e a ética em pesquisa

Compondo o tema, o Portal selecionou a resenha Uma mulher negra, suas células e alguns desafios da ética em pesquisa, publicada na seção Livros e redes da revista História, Ciências, Saúde - ManguinhosDe autoria Cristiano Guedes, professor do Instituto de Ciências Humanas da Universidade de Brasília, o trabalho tem como base o livro A vida imortal de Henrietta Lacks.

A obra conta a história de Henrietta Lacks, uma mulher negra nascida em 1920, que doou involuntariamente suas células para pesquisa, após ser diagnosticada com câncer. Estas células contribuíram para estudos biomédicos, criação de tecnologias, surgimento de vacinas e medicamentos. Até hoje, laboratórios do mundo inteiro se beneficiam dessas células, que ficaram conhecidas como HeLa.

Em sua resenha, Guedes escreve que "a obra provoca uma interessante reflexão sobre o tema da ética em pesquisa e da proteção aos direitos das participantes de estudos científicos". Mais do que isso, a história de Lacks mostra como mulheres negras (e a população negra, em geral) foram negligenciadas e silenciadas ao longo do tempo, em diferentes contextos sociais.

Assista ao vídeo, leia a resenha e reflita.

Instituição: 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Autoria: 
Vídeo: Canal Saúde
Texto: Valentina Leite e Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz)

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