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Janeiro Roxo: Memórias traz estudo sobre hanseníase

25/01/2019

No último domingo de janeiro é celebrado o Dia Nacional de Combate e Prevenção da Hanseníase - ou Janeiro Roxo. Para tratar o tema, vale a leitura de estudo das Memórias do IOC

Por Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

 

No mês de janeiro celebramos o Janeiro Roxo: campanha de combate e prevenção da Hanseníase, apoiada pelo Ministério da Saúde. Hoje destacamos um estudo sobre a doença publicado pelas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol.113, n.12 - dez/2018). Foram analisados um total de 885 casos de hanseníase, sendo 406 oriundos do município de Rondonópolis - uma região hiperendêmica da doença no Brasil - e 479 casos no estado de São Paulo.

A hanseníase, também conhecida como lepra, é uma doença infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae e compromete a pele e os nervos perificos. Ainda atinge no Brasil 15 em cada 100 mil habitantes, segundo a segunda maior incidência da doença em todo o mundo. A doença é classificada como multibacilar ou paucibacilar, dependendo da resposta imune do hospedeiro. 

Um grupo de pesquisadores do Instituto Lauro de Souza Lima de Bauru e da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho assina o artigo. Eles demonstraram, pela primeira vez, a associação da forma paucibacilar da hanseníase para um gene localizado no cromossomo10. Além disso, descreveram a associação de um gene, o TGFB1, com a forma multibacilar. Estes resultados apontam esses genes como candidatos para outros estudos. 

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