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Idosos no SUS

01/10/2019

Pesquisa mostra que 75,3% dependem exclusivamente de serviços do SUS. Assista ao vídeo e leia um artigo sobre o tema

No Brasil, 14,3% da população tem 60 anos ou mais de idade — ou seja: são 29,3 milhões de idosos, de acordo com a legislação nacional. Deste total, 75,3% dependem exclusivamente dos serviços prestados no Sistema Único de Saúde (SUS). É o que revela o Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), divulgado em 2018, pesquisa que examina os determinantes sociais e biológicos do envelhecimento e suas consequências para o indivíduo e a sociedade, assim como a demanda dessa população para os sistemas sociais e de saúde. No Dia Internacional do Idoso (1/10), o Portal de Periódicos Fiocruz exibe Idosos no SUS, uma edição do programa Sala de Convidados (Canal Saúde) que foi ao ar em 5 de fevereiro deste ano. E, associado ao tema, destaca o artigo Comportamentos em saúde e o controle da hipertensão arterial: resultados do ELSI-Brasil, que analisa dados do estudo.

O programa Sala de Convidados trata de questões como o impacto do envelhecimento na saúde dos brasileiros e de que forma o SUS está se organizando para atender a essa nova demanda. Debatem o assunto: a coordenadora geral do Estudo Longitudinal de Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), Maria Fernanda Lima-Costa (da Fiocruz Minas); a coordenadora do Núcleo de Atenção ao Idoso do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Uerj), Luciana Motta; e a coordenadora acadêmica do Programa de Assistência Integral à Pessoa Idosa do Hospital Escola São Francisco de Assis (UFRJ), Ana Maria Domingos.


Doenças do aparelho circulatório, excesso de peso e hipertensão

Segundo o Ministério da Saúde, os dados da Pesquisa Nacional de Saúde, mostram que 66,8% dos idosos têm excesso de peso; 56,7% são hipertensos, 24,6% têm diabetes e 18,3% são obesos. E que as doenças do aparelho circulatório são a principal causa de internação entre idosos — em 2018, foram 641 mil internações registradas no Sistema Único de Saúde (SUS) de pacientes acima de 60 anos.

Neste contexto, o Portal de Periódicos Fiocruz sugere a leitura do artigo Comportamentos em saúde e o controle da hipertensão arterial: resultados do ELSI-Brasil, publicado na revista Cadernos de Saúde Pública (vol. 35, n. 7, 2019). Segundo os autores, a hipertensão arterial ainda é um problema de saúde pública em todo o mundo, tendo alta prevalência na população geral (cerca de 30%), e aumentanfo de forma acentuada com a idade, atingindo cerca de 65% dos idosos.

Eles lembram que “Embora o tratamento medicamentoso tenha indicações precisas, a adoção de um estilo de vida saudável é fortemente sugerida para o controle desse agravo, com destaque para a prática regular de atividade física, a alimentação saudável, a cessação do tabagismo e a ingestão moderada de álcool. Essa indicação é baseada em evidências de que esses comportamentos podem reduzir os níveis de pressão arterial, melhorar o efeito dos medicamentos anti-hipertensivos e diminuir o risco cardiovascular, sendo esse efeito potencializado quando combinadas duas ou mais dessas práticas. No entanto, ressalta-se que comportamentos prejudiciais à saúde são verificados mesmo após o diagnóstico da hipertensão, o que pode contribuir para a falta de controle dos níveis pressóricos nesses indivíduos”.

Com base no estudo longitudinal, o artigo analisa dados de 4.318 indivíduos com 50 anos ou mais, que relataram ter recebido diagnóstico médico de hipertensão arterial e faziam tratamento medicamentoso para esta doença. O objetivo é quantificar a contribuição de comportamentos em saúde selecionados para a prevalência do controle da hipertensão.

Assista ao vídeo, acesse o artigo e saiba mais sobre saúde do idoso no Brasil.

Instituição: 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Autoria: 
Vídeo: Canal Saúde
Texto: Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz), com informações da Agência Brasil)
Colaborador(es): 
Apresentadora: Juliana Espindola

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