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HCS-Manguinhos lança edição comemorativa de 25 anos

02/07/2019

Periódico reafirma compromisso com a história, a divulgação científica e a preservação do patrimônio em ciência e saúde. Acesse a edição

Por COC/Fiocruz


Referência internacional entre as publicações científicas de sua área, a revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos acaba de lançar uma edição (vol. 26, n. 2, junho/2019) para comemorar os 25 anos de circulação ininterrupta. Os editores científicos do periódico celebram as conquistas do período, que reafirmaram o compromisso da Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz) com a história, os estudos de divulgação científica e a preservação do patrimônio documental e físico, ligado à ciência e à saúde.

Na Carta dos Editores, os editores-científicos Marcos Cueto e André Felipe Cândido da Silva destacam as vitórias e as adversidades superadas para o estabelecimento da HCS-Manguinhos como um instrumento original e efetivo de interação com comunidades de especialistas. “O aniversário também é memorável porque, apesar das conquistas científicas e editoriais, a revista nasce, é feita e se destaca em um país, no Brasil, e em uma região, a América Latina, onde sérios problemas ressurgem com tenacidade, atrapalhando a continuidade acadêmica, institucional e política”, afirmam os editores, em mensagem de agradecimento.

Análise

Doze artigos compõem a seção Análise na nova edição. Entre os temas apresentados, estão o impacto da Reforma Cabanis no ensino médico no Brasil; Noemy Silveira, Isaías Alves e a psicologia educacional; a abolição da prostituição regulamentada na Argentina, entre 1936-1955; saúde pública, espaço urbano e exclusão social no pós-guerra na Espanha; José Antonio Alzate, instrumentos de animais e conhecimento confiável na Nova Espanha, século 18; ciência, recursos hídricos e o debate sobre (in)fertilidade dos solos do cerrado brasileiro; violência e sofrimento social de jovens adultos com trajetórias de internação em hospital psiquiátrico; sanatório para tuberculose de Huipulco na Cidade do México, 1920-1940; impactos de uma epidemia de varíola em Porto Alegre no século 19; a recepção precoce de raios-X em Buenos Aires, 1896-1897; condições sociais e históricas de desenvolvimento da medicina como espaço de atuação profissional e domínio sobre no Sergipe; Luiz Nunes e o projeto de instituições de saúde em Pernambuco. 

Revisão Historiográfica e Depoimento

Na seção Revisão Historiográfica, a professora da Universidade de Rosário (Colômbia) Mónica García apresenta uma análise da historiografia sobre febre amarela na América Latina, explorando histórias que associam a doença com racialização do discurso da saúde pública, além da relação entre centros e periferias na produção de ciência. Em Depoimento, o pós-doutorando do Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Leandro Alves Teodoro entrevista o professor emérito da École des Hautes Études en Sciences Sociales (França) Jean-Claude Schmitti sobre suas escolhas teórico-metodológicas e as crenças dos homens e as permanências do imaginário da Idade Média na cultura ocidental.

Nota de Pesquisa e Fontes

Em Nota de Pesquisa, a pós-doutoranda Larissa Alves de Lira, do Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana, da Universidade de São Paulo (USP), analisa a trajetória do geógrafo francês Pierre Monbeig na França e na Espanha e sua participação em uma missão científica francesa enviada ao Brasil, contribuindo para a formação da geografia brasileira. Em Fontes, Mario Fabregati, da Universidad de la Frontera (Chile), discute a evidência do uso político da ciência médica em um artigo da imprensa brasileira referente ao presidente da Chile José Manuel Balmaceda em 1891. No outro texto da seção, Enrique Riobói e Francisco Javier Villarroelii, da Red Historia de las Universidades Chilenas/Archivo Central Andrés Bello, debatem os temas beleza plástica, eugenia e educação física no Chile, a partir da obra Aspectos da educação física, de Luis Bisquertt (1930).

Livros & Redes

Cinco resenhas fazem parte da seção Livros & Redes do número. Evangelina Anahí Bidegain trabalhou em cima da obra Cuando la enfermedad se silencia: sida y toxicidad en el Oriente boliviano, de Susana Ramirez Hita. Los pacientes del Manicomio La Castañeda y sus diagnósticos: una historia de la clínica psiquiátrica en México, 1910-1968, de Andrés Ríos (Coord.) é o tema da resenha de Giulia Engel Accorsi. Paula Arantes Botelho Briglia Habib discute Eugenics: a very short introduction, de Philippa Levine. Carmen Beatriz Loz preparou texto sobre La medicina popular peruana (Contribución al folklore médico peruano), de Hermilio Valdizán e Ángel Maldonado. Por fim, Ricardo Soares debateu o percurso das drogas no império da anfetamina na resenha sobre High Hitler: como o uso de drogas pelo Führer e pelos nazistas ditou o ritmo do Terceiro Reich, de Norman Ohler.

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