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Febre amarela e fake news: quem combater primeiro?

10/05/2018

Estudo publicado na Reciis discute os perigos da desinformação e a geração de boatos sobre febre amarela na era digital 

Por Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz) | Foto: Valentino Funghi/Unsplash

 

Na atual epidemia de febre amarela no Brasil, com grandes números de vítimas registrados, é preciso enfrentar também outro vilão: a desinformação. A Revista Eletrônica de Comunicação, Informação e Inovação em Saúde (Reciis) publicou a nota de conjuntura A dupla epidemia: febre amarela e desinformação. O autor Cláudio Maierovitch Pessanha Henriques traça um histórico da doença, analisando os resultados danosos de boatos, na atualidade e em outras épocas no país. 

Segundo a nota, é perigoso quando informações que contrariam o conhecimento científico são difundidas em momentos de graves alertas em saúde pública, como no caso da febre amarela. Orientações equivocadas podem levar a atitudes de risco, seja pela indução ao uso de tecnologias inadequadas — como medicamentos e vacinas sem indicação — ou pela desorganização que provocam nos serviços de saúde. 

Um exemplo muito atual é o boato sobre a transmissão da febre amarela por macacos. A associação entre a morte desses animais e a ocorrência da doença levou à crença de que os primatas seriam os responsáveis por disseminar a febre amarela. Isso resultou em agressões contra os animais, mostrando o perigo da baixa qualidade em informação.

De olho nas fake news

Segundo Henriques, a saúde acaba sendo um meio propício à cultura para boatos, já que a maior parte da população tem pouco conhecimento sobre a área. E tudo acontece ainda mais rápido quando o assunto é uma doença ameaçadora. Da mesma forma que informações úteis e orientações chegam a todos, surgem também as notícias falsas (ou fake news, na designação em inglês, termo que também tem sido usado pelos brasileiros). 

Neste sentido, embora o comportamento dos grandes veículos de comunicação se mantenha equilibrado há algum tempo, o autor avalia que, nos últimos dez anos, o crescimento das redes sociais deu voz a fontes que antes tinham pouquíssimo alcance. Como resultado, há uma enxurrada de fontes desqualificadas. 

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