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Esquistossomose: artigo utiliza a bioinformática para traçar análises sobre a doença

24/06/2019

Publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, o estudo é assinado por pesquisadores de seis instituições brasileiras

Por Portal de Periódicos Fiocruz (com informações de Memórias do IOC)


Quando se trata de esquistossomose, a pesquisa é antiga. A doença é descrita desde 1.250 a.C., de acordo com estudos em vísceras de múmias egípcias. Outros relatos de ovos do parasita Schistosoma japonicum - agente causador da doença - em cadáveres apontam para dois mil anos atrás. Mas, como a pesquisa avança constantemente, novas tecnologias estão sendo utilizadas para gerar conhecimentos sobre a doença. Em artigo publicado na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz (vol. 114, maio/2019), os pesquisadores utilizaram ferramentas da bioinformática para avaliar a Biomphalaria glabrata, principal espécie utilizada para o estudo das relações parasito-hospedeiro relacionadas à esquistossomose. O objetivo foi identificar como a compreensão de sua regulação gênica pode auxiliar no esforço por novas técnicas de controle da doença.

Os autores do estudo focaram no sistema de ubiquitina-proteassoma (UPS), com o objetivo de identificar e caracterizar genes putativos e proteínas envolvidos nesse sistema UPS. Para isso, utilizaram técnicas bioinformáticas e também sua expressão em diferentes tecidos de B. glabrata.

A doença dos caramujos

Nos dias de hoje, a esquistossomose é uma endemia nas Américas, na Ásia e na África. Segundo a Organização Mundial da Saúde, 200 milhões de pessoas em 74 países são afetadas pela doença no século 21. A doença chegou ao Brasil com escravos africanos.

A esquistossomose é conhecida popularmente pelos brasileiros como “xistose”, “barriga d’água” ou “doença dos caramujos”. De acordo com informações do Ministério da Saúde, a pessoa adquire a infecção quando entra em contato com água doce onde existam caramujos infectados pelos vermes causadores.

Estima-se que, no Brasil, cerca de 1,5 milhões de pessoas vivem em áreas sob o risco de contrair a doença. Os estados das regiões Nordeste e Sudeste são os mais afetados sendo que a ocorrência está diretamente ligada à presença dos moluscos transmissores. O tratamento é feito com anti-parasitário e sob orientação médica.

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