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Educação e juventude no mercado: artigos da REVTES discutem formação de trabalhadores

28/02/2018

O ensino débil nas escolas públicas reforça a precarização do trabalho juvenil? Esta e outras questões são respondidas em número da revista

Por Revista Trabalho, Educação e Saúde

No eixo formação de trabalhadores de nível médio para o mundo do trabalho, dois artigos publicados no primeiro número de 2018 da Revista Trabalho, Educação e Saúde merecem atenção.

No primeiro, O ensino médio e a inserção juvenil no mercado de trabalho, Ramon de Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), discute a relação entre a inserção da juventude no mercado de trabalho e sua passagem pelo ensino médio, utilizando como argumento central a recente contrarreforma do ensino médio. Para ele, isso não garantirá a conclusão da educação básica e promoverá a formação precarizada nas escolas públicas, reforçando a precarização do trabalho juvenil.

As fontes de pesquisa foram compostas por dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados e da Relação Anual de Informações Sociais, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira e pesquisas realizadas pelo Ministério do Trabalho.

O segundo artigo, Mediação entre a escola e o novo mundo do trabalho na formação de técnicos de nível médio, de José dos Santos Souza, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), investiga a mediação entre a escola e o mundo do trabalho na formação de técnicos de nível médio da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica brasileira, materializada por meio das atividades de estágio supervisionado.

O objetivo é explicitar em que aspecto a mediação entre a escola e o mundo do trabalho tem sido pervertida pela lógica mercantil, na qual predomina a perspectiva de formação interessada e imediatista, o que corrompe as atividades de estágio supervisionado, conferindo-lhe características próprias de trabalho precário.

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