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Editorial da CSP trata de desafios para a publicação científica

12/09/2018

No mês da Conferência SciELO 20 anos, debates sobre as novas nuances da editoria científica se intensificam. Leia editorial dos Cadernos que aborda o tema 

Por Cadernos de Saúde Pública

Entre os dias 26 e 28 de setembro, a SciELO celebrará seus 20 anos de existência - a Conferência SciELO 20 Anos abordará e debaterá as principais questões conceituais, políticas, metodológicas e tecnológicas que definem o estado da arte da comunicação científica, além das tendências e inovações que estão moldando o futuro da publicação científica aberta. E é deste assunto que trata o editorial de setembro dos Cadernos de Saúde Pública. Confira um trecho, na íntegra:

As editoras da CSP foram convidadas a participar da mesa redonda A Quem Serve a Publicação Científica em Saúde Coletiva/Saúde Pública?, no Abrascão 2018. O desafio apresentado por Kenneth Camargo Jr., coordenador da mesa, foi: “discutir de forma crítica o objetivo da publicação em nossa área, especialmente frente à perene pressão do ‘publish or perish', (...) e que nesse sentido temos um impacto profundo na sociedade, que vai muito além de meras medidas de citação”.

Recuperamos então nossa história procurando mostrar a relevância da publicação científica para além dos índices de impacto. Os princípios, diversas vezes reafirmados por todos os Editores-chefes de CSP desde o primeiro fascículo, foram muito bem definidos por Ênio Candotti, em 2016: “fazer ciência para ‘aliviar a fadiga humana' (...) promover justiça social (...) ficar do lado dos movimentos sociais...”. E colocamos essa proposta em prática, em diferentes espaços do CSP: Debates, Perspectivas e Espaços Temáticos.

Desde 2014 foram quatro grandes debates, o último publicado em julho de 2018, trazendo o tema de uma das grandes mesas do próprio Abrascão, Trinta Anos de SUS: Uma Transição Necessária, Mas Insuficiente. Também nos orgulhamos de ter publicado um sobre a pós-graduação no Brasil, que contribuiu para a avaliação dos programas em 2014, avaliação esta que concluiu com uma afirmação sobre o esgotamento do modelo quantitativista, que remete ao tema desta mesa.

 

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