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Dia Mundial da Saúde: órgãos internacionais fazem campanha de reforço à universalização do acesso e à atenção primária

06/04/2019

Em 2019, o lema é Saúde universal: para todos e todas, em todos os lugares. No Brasil, o foco é na ampliação das taxas de cobertura vacinal

Por Valentina Leite e Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz)* | Foto: Wikipedia

 

Saúde universal: para todos e todas, em todos os lugares. Este é o tema da campanha de reforço adotada por organismos internacionais, em 2019, no Dia Mundial da Saúde (7/4).  Saúde universal significa garantir que todas as pessoas tenham acesso, sem discriminação, a serviços integrais de qualidade, sem enfrentar dificuldades financeiras. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), para alcançar este modelo de saúde, é preciso definir e implementar políticas e ações com enfoque multissetorial que abordem os determinantes sociais da saúde (DSS) e promovam o comprometimento de toda a sociedade com a saúde e o bem-estar.

Mas a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) alerta: um terço da população das Américas não tem acesso a cuidados de saúde. Por isso, a mensagem enfoca a necessidade de prover acesso universal e garantir o direito à atenção primária em saúde (APS). Em 2014, ministros da Saúde das Américas adotaram uma estratégia que prevê o aumento dos recursos públicos destinados à saúde para pelo menos 6% do Produto Interno Bruto (PIB). O plano tem o apoio da Opas, que auxilia os países a cumprir a meta.

Segundo a Opas, na maioria dos países da região, os níveis de gastos diretos dos indivíduos com saúde representam mais de 25% das despesas domésticas. Hoje, o investimento médio dos países das Américas em saúde é de 5% do PIB. No Brasil, essa taxa cai para apenas 3,8%.

Opas apresentará novo relatório nos próximos dias

A boa notícia é que os países das Américas fizeram progressos significativos de saúde pública ao longo do século passado. Nos últimos 45 anos, a expectativa de vida média na região aumentou 16 anos e a mortalidade infantil registrou queda. Contudo, de acordo com a Opas, essas conquistas não foram equitativas, ou sejam, não incluíram todos os grupos populacionais.

Por isso, nos dias 9 e 10 de abril, no México, a agência da ONU apresentará o relatório da comissão de alto nível Saúde Universal no século XXI: 40 anos de Alma-Ata. O documento traz recomendações para expandir o acesso e a cobertura de saúde nas Américas até 2030, sem deixar ninguém para trás.

No Brasil, campanha de reforço à imunização

No Brasil, este ano o Dia Mundial da Saúde é dedicado a alertar a população sobre a importância da vacinação. O Ministério da Saúde tem promovido ações para mostrar que a imunização evita a volta de doenças já erradicadas no mundo. O objetivo é lembrar que o país registra atualmente baixas coberturas vacinais, o que permite que doenças já eliminadas, como o sarampo, reapareçam. Recentemente, o país perdeu o certificado de erradicação da doença.

Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza gratuitamente 19 vacinas que integram o Calendário Nacional de Vacinação, protegendo contra 18 doenças imunopreveníveis. A prevenção se inicia ainda nos recém-nascidos e pode se estender por toda a vida. Afinal, vacinar é uma medida para priorizar a saúde de todos.

Aproveite a data para acessar artigos sobre estes temas aqui no Portal de Periódicos Fiocruz. Leia o artigo sobre cobertura vacinal, publicado nos Cadernos de Saúde Pública, e confira também outros conteúdos relacionados.

*Com informações do site da ONU Brasil e do Ministério da Saúde.

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