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Desenvolvimento de teste para rubéola e toxoplasmose é destaque na revista ‘Memórias do IOC'

27/06/2017

Pesquisadores apresentam ensaio capaz de diagnosticar simultaneamente anticorpos contra as duas doenças, o que pode tornar a avaliação mais rápida e barata

Por Comunicação/Instituto Oswaldo Cruz | Foto: Raul Santana (Fiocruz Imagens)

 

Na edição de junho da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz há dez artigos publicados. Entre os destaques, o periódico traz um estudo em que pesquisadores da Fiocruz Paraná e do Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP) apresentam um teste simultâneo para rubéola e toxoplasmose com potencial para tornar a avaliação mais rápida e barata. A publicação apresenta também uma pesquisa realizada pela Universidade do Estado do Pará (Uepa) em parceria com o Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) e o Instituto Evandro Chagas (IEC), que aponta alta frequência de infecções por norovírus entre crianças e adolescentes hospitalizados com gastroenterite aguda na cidade de Manaus. Já um trabalho da Fiocruz Minas em colaboração com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o IOC tem como foco o barbeiro Triatoma infestans, um dos principais vetores dadoença de Chagas nas Américas. O estudo traça o chamado perfil transcricional do inseto, que mostra como as informações contidas no DNA são traduzidas para dar origem às proteínas. O resultado é curioso: nesse quesito, há mais semelhanças entre o T. infestans e alguns percevejos do que em relação a outras espécies de barbeiros. Divulgados inicialmente através do sistema de Fast Track, que permite a publicação de artigos em 24 horas, os primeiros sequenciamentos completos do genoma de amostras do vírus da febre amarela referentes ao atual surto da doença no Brasil também estão publicados na edição. A análise foi realizada pelo IOC com colaboração do Instituto Federal do Norte de Minas Gerais.

Teste mais rápido e barato para rubéola e toxoplasmose

A realização de exames para rubéola e toxoplasmose é uma rotina no acompanhamento de gestantes, uma vez que as duas infecções podem ser transmitidas da mãe para o feto, causando malformações congênitas. Em artigo, os pesquisadores Priscila Baschirotto, Marco Krieger e Leonardo Foti do Instituto Carlos Chagas (Fiocruz Paraná) e do Instituto de Biologia Molecular do Paraná, apresentam um ensaio capaz de diagnosticar simultaneamente anticorpos contra as duas doenças, o que pode tornar a avaliação mais rápida e barata. Baseado na metodologia conhecida como multiplex, o exame apresentou altos níveis de sensibilidade e especificidade durante os experimentos. Os autores destacam que o ensaio é capaz de identificar anticorpos do tipo IgG, que indicam exposição anterior aos patógenos, seja por infecção pregressa ou como resultado da própria vacinação para essas doenças. A informação é útil porque as mulheres que apresentam esses anticorpos possuem imunidade contra as doenças, enquanto aquelas que nunca tiveram contato com os microrganismos devem ser orientadas a adotar medidas de prevenção durante a gravidez. No entanto, os pesquisadores esclarecem que o exame não é suficiente para diagnóstico de infecções atuais e, para isso, devem ser integrados ou desenvolvidos em separado métodos aperfeiçoados para detecção de anticorpos do tipo IgM, capaz de identificar as infecções mais recentes. Leia o artigo na íntegra.

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