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Desastre ambiental em Mariana (MG) em debate na TV Brasil

03/12/2015

O pesquisador da Fiocruz, Carlos Machado, que coordena o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres e Saúde, participou do Observatório da Imprensa.

O vídeo mostra o debate promovido pelo programa Observatório da Imprensa sobre a maior tragédia ambiental da história do Brasil, ocasionada pelo rompimento de uma barragem em Mariana (MG), no dia 5/11/2015. O pesquisador Carlos Machado, que coordena o Centro de Estudos e Pesquisas em Emergências e Desastres e Saúde da Fiocruz, participou do debate sobre a tragédia, que deixou 12 pessoas mortas, 11 desaparecidas, uma cidade destruída, um rio morto e a mídia nacional na berlinda.

A barragem que se rompeu jogou no solo e nos rios detritos de minérios altamente poluentes como manganês, ferro e mercúrio. Os dejetos tornaram a terra infértil, mataram fauna e flora. Foi tão grave que ambientalistas ainda não sabem avaliar com precisão o futuro da vida naquela região. No Brasil existem 402 barragens de minérios, desse total 16 estão em risco, mas a opinião pública só agora conhece este perigo.

Apesar da catástrofe sem precedentes, a imprensa demorou mais de dez dias para dar o devido destaque e a dimensão que o assunto merecia. Nem as primeiras imagens da televisão mostrando o lodaçal em que se transformou a cidade de Bento Rodrigues, distrito de Mariana, foram suficientes para que as principais empresas jornalísticas enviassem equipes e repórteres para o local do desastre. Jornais como o Zero Hora, de Porto Alegre, que tradicionalmente cobre bem assuntos internacionais, se apressaram em enviar uma equipe para cobrir os atentados em Paris no dia 13, mas não enviaram, na época, um repórter para Minas Gerais.

O programa Observatório da Imprensa promoveu um debate para aprofundar estas questões e contribuir na construção de uma imprensa mais atenta, mais crítica com empresas e governantes e responsável com o meio ambiente.

Instituição: 
EBC/TV Brasil
Autoria: 
Observatório da Imprensa

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