Brasil
Acesso à Informação

Ciência, mídia e acesso ao conhecimento em pauta na Fiocruz*

27/08/2018

Num cenário em que a comunicação pública é cada vez mais importante, instituição promove e intensifica encontros sobre divulgação e apropriação social do conhecimento científico

Por Flávia Lobato e Valentina Leite (Portal de Periódicos Fiocruz) | Fotos: Peter Ilicciev (CCS/Fiocruz)

 

Num cenário em que a comunicação pública é cada vez mais importante, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) tem intensificado ações e também vem abrindo espaços para a reflexão sobre divulgação científica, acesso e direito ao conhecimento — em especial sua apropriação pela sociedade. Este mês, a Presidência promoveu eventos sobre o tema, associados à atuação do Portal de Periódicos Fiocruz. Nas próximas semanas, vamos apresentar os melhores momentos desses encontros. Confira, a seguir, a primeira matéria sobre o workshop Divulgação de CT&I nas mídias, realizado no dia 9 de agosto. E aguarde o próximo capítulo da nossa websérie!


Para além da difusão científica

A comunicação pública é um valor, uma premissa para garantir as políticas públicas e de direito. Esta foi a mensagem central da presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Nísia Trindade Lima, ao abrir o workshop Divulgação de CT&I nas mídias, realizado no início deste mês (9/8). Ela enfatizou a necessidade de articulação entre os diversos agentes da sociedade, destacando o papel dos profissionais, veículos e instâncias de comunicação e informação, dentro e fora da Fiocruz. “Devemos estimular a apropriação do conhecimento científico, não apenas sua difusão. Isso significa fortalecer o papel da instituição em advocacy, ou seja, a nossa capacidade de dialogar com toda a sociedade e de interferir em várias políticas públicas, considerando a amplitude da área da saúde e seus diferentes temas de interesse”, afirmou.

Iniciativa da Vice-presidência de Educação, Informação e Comunicação, o evento teve curadoria do editor executivo João Canossa, da Editora Fiocruz. O encontro reuniu membros dos seguintes fóruns da instituição: de Editores Científicos, dos Assessores de Comunicação e de Divulgação Científica. Na ocasião, também foram comemorados os 118 anos da Biblioteca de Manguinhos, local que — não por acaso — abrigou o evento.

 


A presidente Nísia Trindade e o vice-presidente Manoel Barral conversam
com o público sobre os desafios e possibilidades da comunicação científica

 

O formato de roda de conversa foi escolhido para estimular o diálogo entre os envolvidos e aproximar canais de comunicação das inovações da ciência, explicou o vice-presidente Manoel Barral. “É importante abrir este espaço, para pensar nas dificuldades e a melhor maneira de trabalharmos para superá-las”.

O workshop promoveu duas rodas de conversa com temáticas e convidados diferentes. Na parte da manhã, o encontro sobre Ciência e mídias tradicionais e dirigidas reuniu Claudia Antunes (editora de Mundo e Sociedade do jornal O Globo) e Fabrício Marques (um dos editores da revista Pesquisa Fapesp). A mediação ficou a cargo da coordenadora de Comunicação Social da Fiocruz, Elisa Andries. Acesse aqui a matéria completa.


E a nossa série de divulgação científica continua...

À tarde, a roda de conversa debateu Ciência e mídias alternativas e sociais (cenas do próximo capítulo em breve). Dessa vez, o encontro foi mediado pela coordenadora-geral do Canal Saúde, Márcia Corrêa e Castro. Para compartilhar experiências foram convidados Luiz Parise, diretor de Jornalismo na TVT; a jornalista Raquel Torres, do site Outra Saúde/Outras Palavras; e o neurocientista Stevens Rehen, do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino e Instituto de Ciências Biomédicas/UFRJ.

* Atualizada em 13/9/2018.

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