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Ciência aberta na Fiocruz: participe deste debate!

28/08/2019

Até o dia 10/9, você pode contribuir com a consulta sobre gestão, compartilhamento e abertura de dados para pesquisa na Fundação

Para uma ciência aberta, um debate com toda a comunidade. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está promovendo uma consulta interna ao Termo de Referência sobre Gestão e Abertura de Dados para Pesquisa e ampliou o prazo para contribuições até o dia 10 de setembro.

Neste vídeo, produzido pelo Grupo de Trabalho em Ciência Aberta na Fiocruz (GTCA) e pelo Campus Virtual Fiocruz, o pesquisador Eduardo Caio Torres dos Santos, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), conta: "Na primeira vez que um pesquisador pediu acesso às informações brutas do meu trabalho, me senti pessoalmente ofendido. Foi um misto de invasão de privacidade e de provação, como se tivesse a minha integridade científica questionada". Mas, hoje, ele reconhece a importância do compartilhamento desses dados: "É um direito não só dos revisores, mas de toda a sociedade". Para entender melhor a questão, assista ao vídeo!

Descentralizar e abrir a ciência

Descentralizar a ciência para ampliar os resultados: esta também é uma das funções da abertura dos dados de pesquisa. É o que afirmam Adeilton Brandão (Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz) e Flávio Codeço Coelho (Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas), em artigo publicado na seção Perspectivas da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz.

A partir de um novo modelo desenvolvido com base nas tecnologias de contabilidade — as chamadas blockchains — os autores apresentam uma solução descentralizada para gerenciar a comunicação científica. "Neste artigo, consideramos que o modelo ideal de acesso aberto se baseia em duas características principais: (1) nenhuma barreira econômica para a leitura ou redação de publicações científicas e (2) revisores e autores são devidamente incentivados a desempenhar seu papel no sistema. Como alguém deve pagar o custo de qualquer modelo de negócios, propomos um sistema baseado em blockchain no qual todos são recompensados ​​proporcionalmente ao valor que fornecem", defendem.

O objetivo, segundo eles, é solucionar problemas de incentivo exibidos pelos sistemas tradicionais da publicação científica. Brandão e Codeço, que propõem uma forma inovadora de pensar as atuais práticas adotadas pela pesquisa, lembram que a motivação de seu trabalho é recuperar pilares da ciência - a fim de interromper um processo que tem sido distorcido. "As idéias por trás deste trabalho representam, em certo sentido, um retorno aos princípios fundamentais do método científico e de sua cultura de abertura, nos quais as autoridades centrais não têm nenhum papel na decisão de quais resultados devem ser divulgados, e os resultados devem se sustentar pelas críticas de cientistas pares".

Leia o artigo na íntegra aqui no Portal de Periódicos FiocruzDecentralising scientific publishing: can the blockchain improve science communication?

 

Instituição: 
Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz)
Autoria: 
Texto: Valentina Leite e Flávia Lobato (Portal de Periódicos Fiocruz)
Vídeo: GTCA e Campus Virtual Fiocruz
Colaborador(es): 
Coordenação de Comunicação Social (CCS/Fiocruz)

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