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Cópula perigosa

09/02/2018

Estudo evidencia que acasalamento com mosquitos Aedes contaminados pelo Zika vírus leva à contaminação dos parceiros saudáveis

Por Memórias do Instituto Oswaldo Cruz | Foto: Rodrigo Méxas e Raquel Portugal

 

Cópula perigosa: o acasalamento de mosquitos Aedes aegypti, contaminados pelo Zika vírus, levou à infecção de seus parceiros ou parceiras que até então não estavam contaminados. Essa foi a conclusão de uma pesquisa conduzida por cientistas da Fiocruz Amazônia, publicada na última edição da revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz

estudo, conduzido em laboratório, procurou demonstrar a transmissão venérea do Zika vírus em mosquitos Aedes. Segundo os autores, não se pode afirmar ainda que isso ocorra também na natureza. Foram realizados dois experimentos.

No primeiro, mosquitos machos virgens da estirpe AaM3V foram inoculados com Zika vírus e, quatro dias após a injeção, foram transferidos para uma gaiola contendo fêmeas virgens da mesma estirpe e deixados para copular por cinco dias.

Já no segundo, mosquitos fêmeas virgens dessa mesma estirpe foram infectados oralmente com uma suspensão de Zika e, nove dias após contaminação, foram colocadas em gaiolas para copular com machos virgens. Após a cópula, todos os mosquitos foram avaliados.

A taxa média de infecção nas duas experiências foi de 45% e 35%, respectivamente.

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