Brasil
Acesso à Informação

Arboviroses no Brasil: entrevista com pesquisador do Instituto Evandro Chagas

21/08/2018

Graças ao Fast Track das Memórias do IOC, foi disponibilzado artigo sobre o primeiro isolamento do vírus do Nilo Ocidental no Brasil

O vírus do Nilo Ocidental chegou ao Brasil. Pesquisadores do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, anunciaram ter feito o primeiro isolamento em equinos de uma fazenda no Espírito Santo mortos por encefalite (inflamação do cérebro e das meninges), causada pelo vírus. O artigo levou o título de First isolation of West Nile virus in Brazil

O material foi  publicado em julho pelo sistema Fast Track – de publicação acelerada de artigos – na revista Memórias do Instituto Oswaldo Cruz. Um dos autores, Pedro Vasconcelos, pesquisador do IEC, falou sobre o trabalho em palestra sobre arboviroses no Brasil, durante a 70ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), realizada na Universidade Federal de Alagoas (Ufal).

No vídeo, Vasconcelos explica a descoberta. “Desde que surgiram os primeiros casos de infecção pelo vírus do Nilo Ocidental nos Estados Unidos começamos a fazer um monitoramento de aves silvestres, que são os principais hospedeiros do vírus, a fim de tentar isolar esse vírus no Brasil, mas até então só tínhamos algumas evidências sorológicas”, disse Vasconcelos.

O vírus do Nilo Ocidental é da mesma família do zika, também originário da África e transmitido por mosquitos. Entrou nas Américas pelos Estados Unidos, no fim da década de 1990, dispersou-se rapidamente naquele país e migrou para as Américas Central e do Sul. “Agora, finalmente conseguimos isolá-lo de equinos de uma fazenda no Espírito Santo, cujos responsáveis notificaram a doença e morte dos animais por encefalite e pediram que fizéssemos o diagnóstico”, explicou o pesquisador.

Os pesquisadores também sequenciaram o genoma completo do vírus isolado. As análises indicaram que o genótipo do vírus encontrado nos equinos é o mesmo do vírus do Nilo Ocidental que tem sido isolado nos Estados Unidos, além da Argentina e Canadá, onde também há relatos de infecção pelo vírus. “Isso mostra que o vírus se dispersou pelas Américas provavelmente por aves silvestres”, disse Vasconcelos.

Quer saber mais? Leia a notícia por aqui.

 

Por Elton Alisson/Agência FAPESP

Autoria: 
Agência Fapesp

Este portal é regido pela Política de Acesso Aberto ao Conhecimento, que busca garantir à sociedade o acesso gratuito, público e aberto ao conteúdo integral de toda obra intelectual produzida pela Fiocruz.